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BOM GARFO

Na minha cozinha... Simples e experimental... Colorida e divertida... Nascem sabores para degustar, para alegrar a família e os amigos... e para partilhar com quem seja Bom Garfo:)



Quarta-feira, 30.04.14

Chili de carne

Chili de carne, adoro! Mas, confesso que não sou muito adepta de picante e com crianças em casa nem pensar... Portanto, este é um chili com um sabor intenso mas sem ser picante. Tem aquele paladar que dá para perceber que não é receita da cozinha portuguesa, é aromático... quem gostar de picante, é só acrescentar-lhe! Mas este chili vale muito a pena, é delicioso! O segredo está nos cominhos, na variedade de pimentos e na abundância de coentros... Hummm...

 

INGREDIENTES para 10 a 12 PESSOAS

1,100 kg de carne de vaca picada (de preferência com um pouco de chouriço de carne corrente)

4 latas pequenas de feijão encarnado

1 cebola grandinha + 1 cebola pequena

6 dentes de alho

1/2 pimento vermelho

1/2 pimento verde

1 tomate maduro

1 caldo knorr de galinha

1 pacote e meio de polpa de tomate

vinho branco q.b.

sal, pimenta e orégãos q.b.

cominhos em pó (bastante mas q.b obviamente)

um raminho jeitoso de coentros frescos

 

PREPARAÇÃO

Faça um refogado com azeite, alhos picados, cebola picada, pimentos vermelho e verde picados, tomate picado e o caldo Knorr. Quando tudo estiver alourado, adicione a carne picada e envolva bem. Deixe ganhar cor. Refresque com um pouco de vinho branco. Depois, junte a polpa de tomate e o tempero (orégãos, pimenta, sal...). Deixe cozinhar alguns minutos. Acrescente os cominhos e mexa bem.

Assim que lhe pareça quase pronto, adicione os feijões (que como são de lata já estão cozidos) e tape. Deixe que fique bem quente. Polvilhe com muitos coentros picados. Incorpore tudo muito bem.

Convém que esteja molhadinho, ou seja, que tenha molho.

Sirva com arroz branco a acompanhar.

 

DICA: Se quiser, também pode adicionar 1 colher de chá de açafrão...

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por Bom Garfo

Terça-feira, 29.04.14

Arroz branco simples e solto

Existem imensos tipos diferentes de arroz e variadíssimas maneiras de confeccionar arroz. Curiosamente, para quem ainda anda a aprender a cozinhar ou para quem não se sente na cozinha como peixe dentro de água, o arroz simples (branco e solto) parece ser uma das coisas mais difíceis de conseguir. Pelo menos, para mim era! E ainda hoje, tenho pessoas conhecidas que cozinham muito bem e que afirmam fazerem um arroz soltinho mas não fazem:) Ou coze demais ou deixam-no cru para que tenha aquele ar solto!

Já encontrei variadíssimas receitas para arroz simples, mas opto pela da minha querida avó. Não falha! Parece é que estão a fazer arroz ao contrário, hehe!

 

INGREDIENTES para cerca de 4 PESSOAS

2 chávenas de chá de arroz agulha (uso sempre Cigala, já a minha avó o preferia)

3 chávenas de água

uma "mão cheia" (quer dizer, bastante, e não uma mão mesmo) de sal (não se assustem é mesmo assim, já vão perceber porquê)

PREPARAÇÃO

Num tacho, coloque o arroz (sem ser lavado!!!), a água e o sal. Prove a água, deve saber a salgada, quer dizer mais salgada do que gostaria que o seu arroz ficasse.  Mexa bem tudo com a mão ou com uma colher de pau. Leve ao lume, com tampa. De vez em quando mexa. Depois de o provar e lhe parecer cozido (é quando começa a querer agarrar ao tacho, normalmente; mas que tenha um aspecto minimamente solto, apesar de grunhento), retire do lume. Passe-o por um escoador com água fria a correr da torneira, lave-o, esfregando e tendo o cuidado de que a água entra em todo o arroz. Prove, ainda frio. Já não sabe a sal. Porque ao lavá-lo retirou-lhe aquele excesso de sal. Se não puser sal a mais no início, depois de o lavar ele ficará completamente insonso:)

Bem, escorra-o e aqueça quando for servir, por uns minutinhos poucos. Pode aquecer no micro-ondas se o transferir para um pirex de vidro, por exemplo, que lá caiba e que até fique bonito para levar à mesa... ou, num tacho, no lume do fogão. É rápido, não dá assim tanto trabalho, acreditem! E sai... super soltinho!

 

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por Bom Garfo

Segunda-feira, 28.04.14

Risoto de salmão fumado

Adoro risoto. Bem sei que é arroz mas é um arroz diferente, daqueles que se quer suculento sem ser líquido mas que não é para ficar seco... ou seja, no fundo é como o arroz doce mas salgado, quer-se cremoso (mas com os grãos definidos)! E é um arroz que tem um aspecto requintado. É também muito versátil no que toca a misturar ingredientes. 

Mas só há pouco tempo me aventurei a fazer risoto... de modéstia à parte, descobri que eu (que antigamente tinha pavor a fazer arroz) tenho "boa mão" para arroz. Tanto faz que seja solto, malandrinho, risoto... Saiu delicioso! Portanto, aqui vos trago a receita do meu risoto de salmão fumado, a que só adicionaria espargos verdes se tivesse cá em casa mas como não tinha, foi com cogumelos e azeitona...

INGREDIENTES para 5 a 6 PESSOAS

500 gr de risoto

300 ou 400 gr de salmão fumado

3 dentes de alho

1 cebola

1 alho francês

1 lata de cogumelos laminados

200 gr de queijo mozarela ralado

100 a 150 ml de natas (=metade de 1 pacote ou pouco mais do que isso)

1/3 de frasco de azeitonas verdes recheadas de pimento vermelho (facultativo)

1 caldo knorr de galinha

sal, pimenta, orégãos q.b.

azeite e vinho branco q.b.

coentros frescos q.b.

água q.b.

 

PREPARAÇÃO

Primeiro, faça um refogado com azeite, alhos picados, cebola picada e alho francês partido em finas rodelas. Deixe alourar. Junte o risoto, envolva bem e vá mexendo para que não se cole ao fundo do tacho. O risoto deve ficar assim até ganhar um aspecto mais translúcido.

De seguida, junte-lhe água quente com 1 caldo knorr diluído, a olho... Não muita. Este risoto vai-se fazendo por etapas. Mexa e ponha a tampa. Deixe que coza mais um pouco. Vigie. Quando a água parecer quase consumida, refresque com vinho branco. Mexa. Quando o vinho evaporar, volte a regar com mais água com caldo Knorr. Acrescente os cogumelos, sal, pimenta e orégãos a gosto... Tape e deixe cozer mais um pouco.

Entretanto, desembale o salmão e corte-o em pedaços pequenos. Reserve-o.

Volte ao risoto, a água sumiu. Volte a refrescar com um pouco de vinho branco. Prove-o. Ele estará pronto quando lhe souber a cozido mas com os grãos visíveis (sem estar empapado). Portanto, repita o processo de o molhar com água e com vinho até alcançar esse ponto (o que deve suceder entre 2 a 3 vezes). Chegada essa altura, adicione as natas, mexa bem, e acrescente o queijo ralado. Misture tudo. Apague o lume. Não precisa de cozer mais, queremos que fique cremoso e que o queijo pareça pastilha elástica! Polvilhe com azeitonas partidas às rodelas (previamente) e com coentros frescos picados. Misture. Só agora, adicione o salmão, para que esse não venha a cozer no calor do risoto.

Sirva imediatamente!

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por Bom Garfo

Sábado, 26.04.14

Bacalhau à Noivo

Este bacalhau foi inventado por mim, mas é tão simples que, por certo, talvez alguém já o tenha inventado também... ou, pelo menos, parecido! A receita surgiu-me depois de anos a fazer o "Bacalhau à Noiva" da minha avó... ora, leva bacalhau, puré, legumes (feijão verde e cenoura) e ovos cozidos... E se variasse os legumes e a "cobertura" ou forma de gratinar? Pois! Escolhi, então, um dos legumes favoritos dos pequenos provadores oficiais da casa, que é espinafres (por mim, o ideal seria grelos, mas eles franzem-lhes o nariz), e, em vez do ovo pincelado... que tal uma maionese?! Hum... Só vos conto, saiu muito apetitoso!!!! E, assim, já tenho "o casal de noivos" de bacalhau, hehe!

 

INGREDIENTES para 7 a 8 PESSOAS (pirex grande e alto)

5 lombos de bacalhau (= 1kg)

300 gr de puré instantâneo (uso da Jerónimo Martins)

água, leite e manteiga q.b. para o puré

750 gr de espinafres salteados em alho (congelados, do Continente, são óptimos)

4 ovos cozidos

azeite, sal, pimenta e orégãos q.b.

3 dentes de alho

2 cebolas

200 ml de maionese (Calvé, leve, daquelas embalagens plásticas para pôr em hamburgers, por exemplo)

  

  

PREPARAÇÃO

Cozer o bacalhau. Reservar.

Cozer os ovos. Reservar.

Fazer o puré. Reservar.

Fazer os espinafres salteados com alho numa frideira. Colocá-los a forrar o pirex que vão levar ao forno. Os espinafres serão a cama do nosso empadão...

Depois de limpar de pele e espinhas o bacalhau, parti-lo em lascas.

Numa frigideira, levar ao lume azeite, alhos picados e cebolas cortadas às meias luas. Deixar alourar. Juntar as lascas do bacalhau e temperar com um pitada de sal, pimenta e orégãos. Envolver bem, até que o bacalhau fique bem perfumado.

De seguida, verter o preparado do bacalhau por cima da cama de espinafres. Cortar os ovos às rodelas e colocá-las por cima do bacalhau. Cobrir com o puré e enfeitar com maionese.

Levar ao forno a gratinar.

Acompanhar com salada de alfaces variadas e tomate.

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por Bom Garfo

Quinta-feira, 24.04.14

Frango estufado à minha maneira

Frango estufado... Mil maneiras de fazer frango estufado, com os temperos que cada um gosta, com molho mais líquido, mais grosso... Enfim, esta é a minha. Gosto dele saboroso, atomatado... com ervas... E é, relativamente, rápido, já que o frango não demora muito a cozer. 

 

INGREDIENTES para 6 PESSOAS (se cada uma só comer 1 coxinha)

6 coxas de frango grandinhas

1 cenoura grande

1 cebola

3 dentes de alho

1 tomate maduro

1/3 de pimento vermelho

1/2 pacote de polpa de tomate pequeno (uso da Guloso)

1 folha de louro

água, azeite e vinho branco q.b.

sal, pimenta, orégãos, manjericão (especiarias) q.b.

1 raminho de coentros frescos

1 caldo knorr de galinha

 

PREPARAÇÃO

Num tacho, leve ao lume os alhos picados, a cebola picada, o pimento picado, o tomate picado, o caldo Knorr e a cenoura cortada em rodelas finas (ou meias rodelas se for larga demais), com azeite. Deixe alourar um pouco, mexa, e junte o frango. Deixe-o estar 1 a 2 minutos e vire-o. Volte a deixa-lo repousar mais 1 a 2 minutos. Acrescente água, até ficar perto de o cobrir, mas sem o cobrir por completo. Tempere com o louro e a pimenta. Tape deixe cozinhar mais uns 10 minutos e acrescente um pouco de vinho branco e a polpa de tomate. Misture. Tape e deixe reduzir o molho e que o frango coza bem. Junte orégãos e manjericão, misture. Deixe cozinhar mais 2 minutos. Mesmo no fim, polvilhe com alguns coentros frescos picados. Sirva com batata frita ou arroz.

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por Bom Garfo

Quarta-feira, 23.04.14

Bolo de amêndoa e gila da Páscoa

Este bolo é simplesmente divino!!!!  Só tive pena de ter experimentado uma receita de doce de ovos nova para a cobertura em vez de ter feito a minha (que sai sempre bem e é deliciosa). Mas a nova receita de doce de ovos tinha pouquíssimos ovos e pareceu-me bem mais saudável, atendendo ao facto de que estamos na Páscoa e abusamos sempre dos docitos... Mas saiu tipo pastilha elástica, para não repetir. Mas o bolo, ui... 5 estrelas! Aconselho mesmo! Um dia destes, vou repeti-lo e cobri-lo com o meu doce de ovos... irá ficar "brutal", hehe!

Mas, deixo-vos já a receita do bolo... Espero que gostem tanto como eu e o maridinho... hummmm

INGREDIENTES

Massa:

300 gr de miolo de amêndoa em pó

150 gr de miolo de amêndoa granulado

250 gr de açúcar

30 gr de farinha com fermento

1 frasco de doce de gila (tinha 345 gr)

4 ovos + 1 gema

2 colheres de chá de canela em pó

Cobertura: 

doce de ovos

amêndoas

 

PREPARAÇÃO

Bater açúcar com ovos inteiros e gema. Adicionar a amêndoa, voltar a bater. Acrescentar a farinha e a canela. Misturar bem. Por fim, juntar o doce de gila e voltar a bater. Aliás, de salientar que este bolo não deve ser muito batido, apenas só para incorporar homogeneamente todos os ingredientes.

Untar uma forma (usei a do bolo inglês e foi mesmo à medida) com manteiga, forrá-la com papel vegetal igualmente untado.

Levar a forno pré-aquecido, a uma temperatura de cerca de 180ºc. Ir vigiando até parecer cozido, ele é suculento. Demorou-me cerca de 35 minutos, mas pelo que vejo o meu forno não costuma combinar com os das receitas... Portanto, o melhor é ficar de olho!
Desenformei depois de arrefecido.

Cobri com aquele falso doce de ovos (que já me arrependi, mas para a próxima, sem ser época de Páscoa, irei cobri-lo com um doce de ovos como deve de ser, hehe) e enfeitei com amêndoas (daquelas recheadas com chocolate).

Maravilhoso e super rápido!!!! Experimentem!

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por Bom Garfo

Terça-feira, 22.04.14

Bolo de chocolate da Páscoa

Esta é uma receita diferente de bolo de chocolate. Muito boa. Embora, desta vez a tenha alterado um pouco para que o bolo ficasse mais "firme", uma vez que o queria decorar com chantilly... Alterei-a adicionando um pouquinho mais de farinha e tendo deixado o bolo cozer mais tempo... Porque a receita original dele deixa-o mais tipo mousse. Um dia destes, coloco-a aqui. Mas o que importava era o sabor intenso que ele tem. Até porque usei um chantilly muito pouco doce...

Adorámos o resultado e a simplicidade:) 

INGREDIENTES

Massa:

400gr de chocolate culinaria (2 tabletes nestle)
6 ovos
2, 5 colheres de sopa farinha c/ fermento
2 colheres de sopa farinha maizena
100gr margarina (vaqueiro)
200gr açucar

Cobertura:

1 pacote de preparado chantilly da Royal (experiência nova!)

200 ml de leite

umas gotinhas de corante azul

Decoração:

2 pequenos coelhinhos de chocolate

1 mini-ovo de chocolate

granulado colorido q.b.


PREPARAÇÃO

Derreter o chocolate com a margarina num tachinho em lume brando.

À parte, bater as claras em castelo.

Bater as gemas com o açucar até obter um creme esbranquiçado. Adicionar as farinhas e misturar.

Acrescentar a mistura de chocolate e mexer bem.

Por último, envolver as claras em castelo.

Untar uma forma sem buraco, forrar com papel vegetal também untado e deitar a mistura lá dentro.

Vai a forno pré-aquecido a 200º durante cerca de 30 minutos.

Depois, a cobertura... Após o bolo estar desenformado e arrefecido, fazer a cobertura.

Desta vez, decidi experimentar o preparado de chantilly da Royal. Bati um pacote com 200 ml de leite e adicionei umas gotinhas de corante azul. Saiu fantástico! Uma textura excelente e mesmo que não ponha o bolo no frigorífico, o creme não se desmancha. Apenas achei que não era doce.

 Para a próxima, irei adicionar umas gotinhas de essência de baunilha... Mas, aqui está uma excelente opção para decorar bolos com chantilly. O caseiro é muito mais delicioso mas desmancha mais depressa... Portanto, aqui fica a dica...

Depois, a decoração, foi simples e de acordo com a temática da Páscoa: 2 coelhinhos e 1 ovinho... e um granulado colorido para animar.

NOTA: O bolo fica com uma capinha estaladiça por fora e por dentro fica com uma textura de pudim. Um delicioso sabor intenso a chocolate!

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por Bom Garfo

Terça-feira, 22.04.14

Mesa da Páscoa

 

Esta Páscoa houve um pouco mais do que o habitual...

Não costumo fazer nada de especial nesta época, apenas uns ovos Kinder para os filhotes (1 a cada um, que damos nós) e uns mini-ovinhos também de chocolate, de cores diversas, que o "suposto" Coelho da Páscoa deixa cá por casa, espalhados nas caminhas e nas cómodas deles, por exemplo. E a excitação de tentarem apanhar o Coelho ao vivo é sempre muita, tanta como a corrida pela casa à procura do que ele lhes deixou!!! Claro, menos para a filhota mais velha que sabe que não há Coelho algum, que são os pais... mas ela diverte-se na mesma:)

Depois, como os pais são gulosos, compram umas amêndoazinhas de chocolate para si próprios, hehe! E é isso...

Mas este ano decidi fazer dois bolinhos. Bem, na realidade, a ideia era um, mas como sabia que não ia ser ao gosto dos filhotes, fiz dois... Ou seja, um segundo de chocolate para eles... 

O nosso era de amêndoa e doce de gila... hummmmmmmmmm... (eu já publico as receitas dos bolinhos... a seguir).

Agora, cá por casa, os chocolates vão render uns tempinhos... e umas pequenas zangas: não podem comê-los todos de uma vez! Faz dor de barriga, mal aos dentes, etc... :)

Espero que tenham tido uma Feliz Páscoa!

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por Bom Garfo

Quarta-feira, 16.04.14

Quadradinhos de manteiga de amendoim e chocolate

Hoje, receita americana... :) E quem nunca ouviu falar em "manteiga de amendoim"? E na sua perfeita combinação com o chocolate?! Pois é, passamos a vida a ouvir falar destes ingredientes nos filmes americanos. Quando fui ao Canadá, a Toronto, (o mais perto que estive dos EUA), procurei logo por chocolates com manteiga de amendoim. São óptimos, sim senhora! Por cá, não temos o hábito da manteiga de amendoim mas já se encontra em qualquer supermercado há bastante tempo. 

Entretanto, surgiram várias receitas pela net de barras ou quadrados de manteiga de amendoim com chocolate e tive que experimentar, até porque tenho a mania de bolinhos de tabuleiro que se cortem em quadradinhos pequenos. Nas receitas americanas, estes são sempre feitos com bolachas Graham, que não existem por cá. Pelo que li são umas crackers com ligeiro aroma a canela. Depois, há receitas com manteiga de amendoim simples, cremosa, e outras com manteiga crocante, que traz uns pedacinhos notórios de amendoim. Assim, decidi usar as duas...

Portanto, fiz umas adaptações. Mas resultaram muito bem. A base da receita, aproveitei do blog Quanto Mais Quente Melhor, mas com as tais alterações baseadas nas receitas americanas que li.

 

INGREDIENTES para um tabuleiro grande (cerca de 25 a 30 quadrados)

1 + 1/2 chávena de chá de açúcar

1 + 1/2 chávena de açúcar mascavado

1 + 1/2 chávena de manteiga de amendoim (usei 1 de manteiga de amendoim cremosa e meia de manteiga de amendoim crocante)

1 chávena de farinha

1 chávena de bolacha maria picada

170 gr de manteiga

2 colheres de sopa de óleo

2 ovos

2 claras

2 colheres de chá de fermento em pó

1/2 colher de chá de sal

1 colher de chá de canela

umas gotinhas de essência de baunilha

Para a cobertura:

300 gr de chocolate de culinária (dá 1 tablete e meia)

1/3 de pacote de natas

 

PREPARAÇÃO

Pré-aquecer o forno, a 180ºC.  Untar um tabuleiro grande com manteiga e forrá-lo com papel vegetal, igualmente untado.

Numa tigela, bater açúcar com óleo e manteiga amolecida, até obter um creme homogéneo. Adicionar a(s) manteiga(s) de amendoim e misturar muito bem. De seguida, acrescente pos ovos e as claras. Volte a bater. Acrescentar a farinha, o fermento e o sal. Bater muito bem.  Acrescentar a bolacha. Mexer energicamente. Por fim, acrescentar a canela e a essência de baunilha (tipo 1 colher de chá de cada) e voltar a envolver. Aviso que a massa é grossa, é mesmo assim.

Depois, verter a massa no tabuleiro, espalhando-a uniformemente. E levar ao forno.

Está pronta quando o palito sair seco, talvez uns 40 minutos... Convém que esteja apenas dourada e ainda fofa. Não deixe cozer demais, para tal vá vigiando.

Deixe o bolo arrefecer e desenforme. Eu desenformei-o para a mesa da bancada (limpa).

Entretanto, faça a cobertura de chocolate, que é super rápida.

Basta partir o chocolate aos quadradinhos e juntamente com um pouco de natas (ou leite, se preferir), levar a derreter em lume brando. Vá mexendo. Assim que esteja derretido, brilhante, retire do lume. Deixe amornar um pouquinho (uns 3 minutos) e verta (ainda quente) sobre o bolo. Barre toda a superfície do topo com a ajuda de uma espátula. Deixe arrefecer para que solidifique. Só, após isso, deverá cortar os quadrados com uma faca. faça-o com algum cuidado, para que o chocolate não se espalhe (apesar dele estar semi-sólido).

E bom proveito!

 

DICA: Se quiser servir numa festa, coloque cada quadradinho numa forminha de papel.

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Segunda-feira, 14.04.14

Tarte de frutas especial

Eu disse que andava muito amiguinha dos morangos:) Porém, fiz algo que nunca tinha feito: uma tarte com morangos! Bolos com morangos tudo bem, mas tartes... Bem, tartes de maçã, de requeijão... Quando a tarte é de fruta a minha predilecta é a de maçã. Contudo, já tinha feito bolo holandês de morango há pouco tempo... e esse voou num ápice... E tinha morangos... Ok, vamos lá magicar algo. E saiu esta tarte cujo sabor é leve, fresco, não demasiado doce mas doce q.b.. Agradou a todos e acho que é uma óptima sobremesa de Verão. Tarte de frutas com 2 recheios. Desta vez foi de morangos, para uma próxima quem sabe?!  :)

 

INGREDIENTES

1 pacote de massa quebrada de compra (usei do Pingo Doce)

1 caixinha de morangos

200 ml de natas Longa Vida (aquelas de embalagem mole que estão no frio, nos super)

3 colheres de sopa de açúcar

uma colher de chá de essência de baunilha

1,5 folha de gelatina incolor

500 ml de leite

90 gr de açúcar

1 pitada de canela

45 gr de farinha maizena

1 colher de sopa mal cheia de manteiga

2 ovos

3 gemas

PREPARAÇÃO

Colocar a massa na tarteira e picar com um garfo todo o seu fundo. Reservar.

Picar a maioria dos morangos (cortá-los em pedacinhos), deixar alguns para cortar em fatias do tamanho do morango. Reservar.

Fazer o 1º recheio: levar o leite a levantar fervura. À parte, numa tigela, bater os ovos e as gemas com o açúcar, a farinha e a pitada de canela. Depois, misturar bem no leite. Juntar a manteiga e voltar a ligar o lume (brando), não parar de mexer até engrossar mas ficar sem grumos. Quando o creme estiver homogéneo e grossinho, retirar do lume. Deixar arrefecer. Verter metade sobre a massa da tarteira. Polvilhar abundantemente com morangos picados. Verter o restante por cima. Levar ao forno.

Entretanto, prepare o chantilly: bata as natas com o açúcar, adicione a essêcia de baunilha e a gelatina incolor diluída (previamente em água quente e no microondas). Leve ao frigorífico e reserve.

A tarte está pronta. Retire do lume, deixe arrefecer. Desenforme.

Cubra o seu topo com o chantilly e enfeite com as rodelas de morangos que havia reservado. Se quiser e tiver tempo, coloque no frigorífico, praticamente até ser hora de levar para a mesa. 

Agora, delicie-se... A tarte é óptima bem fresquinha.

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por Bom Garfo

Sábado, 12.04.14

Panados de perú

 

Panados de perú, um prato bem simples de fazer. Um clássico. Outra coisa que aprendi a fazer com a minha avó. Ela era excelente com este género de fritos (panados, filetes, etc.)

Os panados tanto podem ser feitos com perú como com vaca. Muitas vezes, faço metade de cada. A preparação é igual e gosto imenso da variedade. A minha avó fazia sempre assim, metade de cada. Mas desta vez, só tinha perú... Portanto fiz com a prata da casa:) E como estava com pressa, acompanhei com esparguete e salada. Contudo, confesso, que tradicionalmente, cá por casa, panados são acompanhados com arroz dourado de ervilhas e cenoura e salada. E é assim que me sabe melhor.

 

INGREDIENTES para 6 PESSOAS

6 bifes de perú (ou de vaca), finos mas compridinhos, partidos ao meio (= 12 pequenos bifes)

5 dentes de alho

2 a 3 folhas de louro

sumo de limão q.b.

sal e pimenta q.b.

pão ralado q.b.

2 ovos batidos (para passar neles os bifinhos)

óleo para fritar

 

PREPARAÇÃO

Tempere os bifes com alho (laminado/cortado), louro, sumo de limão, sal, pimenta e louro. Deixe a marinar, pelo menos 1 a 2 horas. A minha avó deixava uma tarde inteira se fosse para o jantar... Mas 1 hora já lhes dá bom sabor!

À parte, bata os ovos e verta-os para um prato côncavo. Encha outro prato (de p+referência não côncavo) com pão ralado. E ponha óleo numa frigideira que leva ao lume para aquecer.

Quando chegar a hora de fritar os bifes, limpe-os dos alhos e do louro.

Passe cada bifinho por ovo e de seguida pelo pão ralado. Tenha atenção: que o bife fique bem molhadinho pelo ovo, para depois o pão ralado se fixar bem nele. Frite de imediato.

Repita o processo até terminar os bifinhos todos.

Coloque numa travessa forrada com papel absorvente.

E acompanhe com salada e arroz ou esparguete. Super simples, rápido e saboroso.

 

 

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por Bom Garfo

Quarta-feira, 09.04.14

Bacalhau à Noiva

Esta receita é da minha querida avó. Traz-me sempre óptimas memórias, especialmente de infância! Desde pequena que comia este bacalhau, especialmente em dias mais festivos ou esporadicamente quando a minha avó nos queria surpreender com um "miminho culinário". A minha avó era mesmo muito querida, gostava de nos cativar também pelo estômago! Tanto podia um dia chegar a casa e fazer uma receita nova que tinha ouvido alguém comentar (e gravava-a na memória, porque apesar de conseguir ler fazia-o com muita dificuldade, era, portanto, quase analfabeta) ou se descobrisse em alguma pastelaria um docinho original trazia para casa para nos dar como miminho... Uma senhora muito especial mesmo, super inteligente e amorosa. Daquelas avós muito galinhas, se é que estão a imaginar:)

A minha avó era transmontana (como já o disse no blog) mas viveu em Lisboa 50 anos e só ia à "terra" uma vez por ano, em Agosto. Nesse mês realizava-se (e ainda se realiza) a festa da sua aldeia - a Festa da Nossa Senhora dos Milagres -, que tem procissão à tarde e arraial à noite. Era costume, os músicos da banda que acompanhavam a procissão e depois iam tocar no bailarico serem convidados pelas pessoas das aldeias para jantarem nas suas casas. Afinal, muitas daquelas pequeninas aldeias não tinham restaurantes, pelo que "alimentar" os músicos fazia parte do "pacote". Quando era miúda achava aquele ritual engraçado. A banda toda no centro da aldeia e as diversas famílias a escolherem (de acordo com as suas possibilidades económicas e/ou de espaço) levar 1, 2 ou 3 músicos para jantar... E ver as mocinhas (adolescentes) a dizerem: "leve aquele moreno" ou "leve aquele de olhos azuis"... Eu era mais miúda mas via as minhas primas mais crescidinhas a quererem levar para jantar o rapazito X ou Y pela sua aparência:) A minha avó convidava sempre 2 músicos e jovenzitos, pois, porque nessa noite, também lá jantavam connosco (além da minha bisavó, enquanto foi viva) 2 sobrinhas dela e 1 prima... todas novinhas! Eram jantares memoráveis, com risinhos e com algumas faces coradas! E a minha avó fez algumas vezes este empadão para o tal jantar. Os rapazitos adoravam e davam "graças a Deus" por não ser o habitual cabrito no forno, porque, como podem imaginar, naquele mês era festa sim-festa sim e na maioria das casas os jantares de festa eram cabrito e eles já andavam enjoados! Hehe! Hum... bons tempos... saudades desses tempos divertidos e muitas saudades da minha avó...

Espero que apreciem a receita porque é magnífica, simples, embora tenha um certo grau de dificuldade na quantidade do azeite. Pois, porque se puserem pouco, ficará seco, e se "abusarem" irá sair demasiado molhado. Requer algum "olho". Mas provem, porque é muito agradável mesmo! 

INGREDIENTES para cerca de 7 PESSOAS (usei um pirex bem grande e altinho)

5 postas ou lombos de bacalhau

300 gr de puré de batata (ou cerca de 8 batatas grandes, uso do instantâneo Jerónimo Martins, mas a receita original é feita com puré caseiro)

leite / água / para o puré

1 colher de manteiga para o puré

300 gr de feijão verde

1 a 2 cenouras

3 a 4 ovos

1 cebola grande

3 dentes de alho

sal e azeite q.b.

1 ovo (para pincelar)

PREPARAÇÃO

Coza o bacalhau. Limpe-o de pele e espinhas. Desfie em lascas. Reserve.

Coza os ovos e reserve.

Faça o puré. Gosto de fazer com o instantâneo, além de ser mais rápido, se for para guardar restos, aguenta melhor. Assim, para fazer os 300 gr de puré usei o leite e a água indicados na embalagem, 2 colheres de café de sal e 1 colher de sopa de manteiga. Se quiserem fazer puré verdadeiro, cozam cerca de 8 batatas jeitosas em água e sal, passem no passe vite e juntem leite por forma a obterem um puré cremoso mas não demasiado líquido e temperem com a colher de sopa de manteiga. Reservem o puré.

Arranje o feijão verde (lavando e cortando as pontas fora). Corte-o em 2 ou 3 filas no sentido longitudinal (ao alto). Arranje as cenouras, descascando-as, lavando-as e cortando-as às tiras. De seguida, coza o feijão verde e as cenouras em água com sal. Escorra e forre com estes legumes (bem misturados) o fundo de um pirex grande. 

Depois, pique pos alhos e corte a cebola em meias luas e leve-os a alourar numa frigideira com azeite. Acrescente-lhe o bacalhau em lascas e envolva bem. Deixe alourar. Se quiser pode temperar com um pouco de sal e pimenta. Atenção à quantidade de azeite, o ideal é que o preparado não esteja seco mas também que não tenha demasiado azeite. Digamos, que deve conseguir ver azeite se afastar com um garfo ou colher de pau o bacalhau, mas só isso. 

Retire do lume e verta por cima da cama de legumes.

Corte os ovos às rodelas e disponha por cima.

Por fim, cubra com o puré. Pincele com ovo e leve ao forno a gratinar.

Acompanhe com salada.

 

 

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por Bom Garfo

Terça-feira, 08.04.14

Bolo holandês com pêssego e chantilly

Tal como disse quando aqui publiquei a receita do bolo holandês com cobertura de chantilly e morangos, este é um bolo delicioso e versátil, que pode ser feito com formas diferentes e recheado e coberto com outras frutas. Assim, desta vez trago-vos a minha versão preferida: bolo holandês (numa forma com buraco) e recheado e coberto com chantilly e pêssego. Hummm, é divino! Além de bonito tem um sabor incrível. Desta vez, adicionei-lhe ainda um pouquinho mais de aroma a baunilha! Este é daqueles bolos aconchegantes, com sabor caseiro e guloso mas que enfeitado fica mais sofisticado...

INGREDIENTES

Para a massa:

5 ovos inteiros

250 gr de açúcar

250 gr de farinha

250 gr de manteiga (usei Vaqueiro)

2 colheres de sopa de aroma de baunilha

1 colher de sopa (não muito cheia) de fermento em pó

Para a cobertura:

200 ml de natas

4 colheres de sopa de açúcar

umas gotinhas de aroma de baunilha

1 folha de gelatina incolor

1 lata de pêssegos em calda

 

 

PREPARAÇÃO

Aqueça o forno a uma temperatura de 180ºC.

Bata os ovos inteiros até ficarem em espuma. Adicione-lhes o açúcar e bata até obter volume. Acrescente a farinha (com o fermento), a manteiga derretida e aromatize com baunilha. Mexa tudo muito bem.

À parte, unte uma forma com manteiga e polvilhe com um pouco de farinha (depois sacuda o excesso, virando a forma de cabeça para baixo e batendo-lhe suavemente). Verta o preparado do bolo para a forma e leve ao forno, por cerca de 35 minutos (consoante o seu forno, no meu leva até mais). 

Depois de cozido, retire e deixe arrefecer. Desenforme. De seguida, com o bolo frio, corte-o ao meio, por forma a ficar com duas metades iguais. Reserve.

Faça o recheio, que neste caso também é a cobertura...

Corte mais de metade dos pêssegos em pedaços pequenos, como se os picasse grosseiramente. Os restantes corte em finas fatias para enfeitar o topo do bolo. Reserve.

Faça o chantilly, batendo as natas com o açúcar e aromatizando com umas gotinhas de baunilha. De seguida, quando o chantilly já estiver praticamente no ponto, acrescente-lhe a folha de gelatina completamente diluída (em 2 colheres de sopa de água quente e se quiser acaba por dilui-la no microondas) e bata uns segundos. 

Agora, pode fazer o final de duas maneiras... Ou leva o chantilly ao frigorífico por 1 hora ou 2, para que fique logo mais firme, e depois recheia e barra o resto do bolo... Ou, desde que o bolo esteja completamente arrefecido, pode recheá-lo imediatamente com o chantilly e polvilhar com bastantes pêssegos picados; montar a 2ª metade em cima do bolo e barrá-la com o restante chantilly e enfeitar com as fatias de pêssego e depois levá-lo ao frigorífico (ou servir logo). E depois para servir, retire-o do frigorífico com uns 20 minutos ou meia hora de antecedência... Bom apetite!

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por Bom Garfo

Segunda-feira, 07.04.14

Bolinhas de farinheira

Para os amantes de enchidos, especialmente de farinheira, aqui estão umas bolinhas saborosas. Aliás, estas bolinhas ou "croquetes" (como lhes queiram chamar) andam na "moda". Experimentei algumas receitas mas confesso que com as quantidades indicadas nas referidas, achei as bolinhas enjoativas. E os provadores oficiais cá de casa também. A maioria leva apenas queijo e farinheira e, quanto a mim, farinheira numa proporção um pouco exagerada... Faltava-lhes algo... Algo que tornasse o sabor mais suave, para começar... e isso consegui diminuindo a farinheira e aumentando o queijo... mas mesmo assim continuava a faltar um ingrediente que lhes conferisse um sabor mais fresco... coentros! Como sou fã de coentros achei que combinaram na perfeição e ajudaram a refrescar, realmente, as bolinhas! Estas podem ser feitas no forno ou fritas. Confesso que as acho mais crocantes na frigideira... mas isso, será uma opção de cada um...

Bem, e com as bolinhas de farinheira podemos ter uma entrada ou uma refeição principal, se as acompanharmos, por exemplo, com arroz e salada ou com arroz e esparregado de espinafres.

 

INGREDIENTES para cerca de 16 BOLINHAS

1 farinheira

2 sacos de queijo mozarela ralado (=400 gr)

1 raminho de coentros

óleo para fritar q.b. (caso optem por fritá-las)

pão ralado q.b.

cerca de 3 ovos batidos (para passá-las por eles e ajudar a fixar o pão ralado)

PREPARAÇAO

Tirar a pele à farinheira, parti-la em pedacinhos pequeninos e juntá-la ao queijo, numa tigela. Com as mãos ir amassando bem, misturando bem os dois ingredientes até obter uma massa bem homogénea. Acrescentar coentros picados e voltar a amassar.

Depois, também com as mãos, moldar bolinhas (pouco maiores que uma bola de ping-pong).

Num prato, dispor bastante pão ralado e noutro (mais côncavo, talvez) os ovos batidos. Passar cada bolinha pelo ovo e de seguida pelo pão ralado (aconselho a passarem duas vezes cada bolinha, ajuda a que fique mais firme e estaladiça, mas a 2ª vez de forma mais breve possível, para que vá com menos pão ralado). E fritar em óleo quente. Atenção: elas queimam num instante, pelo que esta parte do processo é muito rápida e devem virá-las "constantemente".

Por fim, colocar sobre papel absorvente, para que sequem o máximo possível do óleo... Prontas!

  

 

 

 

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por Bom Garfo

Sábado, 05.04.14

Arroz de frango à minha moda

 

 

 

O frango é uma carne branca e segundo dizem é, então, uma carne mais saudável e menos gorda. Deveriamos comer mais carnes brancas do que vermelhas. Há mil maneiras de confeccionar frango, pelo que é difícil de nos enjoarmos! Há anos, que faço este arroz. O frango combina maravilhosamente com o milho, e o arroz também casa muito bem com milho. Acreditem! Os meus filhos nem ligam muito a milho - a não ser sob a forma de pipocas - mas adoram este arroz! E é algo mesmo simples... com aquele saborzinho caseiro, familiar...

 

INGREDIENTES para 6  PESSOAS

4 peitos de frango

1 tomate maduro

1/2 pimento vermelho

2 cebolas jeitosas

3 a 4 dentes de alho

1 lata pequena de milho (140 gr)

2,5 chávenas de chá de arroz agulha (uso Cigala)

8 chávenas de água

1 pacote de polpa de tomate pequeno

coentros frescos

2 folhas de louro

1 caldo Knorr de galinha

azeite, sal, orégãos e manjericão q.b.

PREPARAÇÃO

Coza e desfie os peitos de frango. Reserve. Descasque e pique meia cebola, os dentes de alho e o tomate e o pimento. A restante cebola corte às meias luas. Juntamente com as folhas de louro e o caldo knorr, leve esses ingredientes todos ao lume, num tacho forrado com azeite. Deixe alourar. Junte o arroz e a água. Adicione a pola de tomate. Mexa bem e tape. Deixe cozinhar. Uns 6 minutos depois, acrescente o milho (escorrido). Envolva bem. Assim que o arroz estiver ciozido (solto e com bastante molho), adicione o frango desfiado. Rectifique o tempero. Mexa. Polvilhe com coentros picados, volte a envolver tudo. Retire do lume e sirva. Não se esqueça: este é um arroz para ficar "malandrinho", ou seja, bem molhadinho!

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por Bom Garfo

Quinta-feira, 03.04.14

Bacalhau com gambas e maionese

 

Que dizer? Bem, adoro bacalhau, gambas e acho que legumes com batata palha e béchamel também são uma delícia... Maionese? Hummmm... Que tal juntar tudo e ver no que dá? Pois, foi o que pensei... Exactamente, desta vez, não pensei em nada "light"... Fui até descuidada mas soube muito bem! Também dá um excelente prato para servir num jantar com convidados... 

 

INGREDIENTES para 7 a 8 PESSOAS

5 lombos de bacalhau (cerca de 1kg)

2 bacotes e meio de batata palha (500 gr)

600 ml de béchamel

1 caixa de queijo creme Philadelfia (200 ml)

3 pequenas couves coração de boi

2 cenouras

1/4 de pimento vermelho

1 cebola e meia

5 dentes de alho

250/300 gr de camarão/gambas

1 frasco de maionese (400 ml, usei da Calvé)

sal, noz moscada, orégãos, pimenta branca e azeite q.b.

1 caldo knorr de galinha

coentros frescos

PREPARAÇÃO

Coza as gambas ou compre-as já cozidas. Descasque-as e reserve.

Coza o bacalhau. Limpe-o de pele e espinhas e desfie em lascas. Reserve.

Coza as couves, cortadas em quartos. Escorra e reserve.

Leve uma frigideira ao lume com azeite e aloure 3 dentes de alho picados,  1 cebola picada e o pimento picado. Junte o bacalhau e envolva. Adicione uma pitada de sal e 2 ou 3 de pimenta. Mexa muito bem. Deixe cozinhar um pouco, até que o bacalhau fique bem perfumado, mas sem excessos de azeite. Polvilhe com alguns (não muitos) coentros frescos e orégãos e reserve. Noutra frigideira, leve ao lume em azeite 2 dentes de alho picados, meia cebola picada e o caldo knorr. Rale as cenouras directamente para dentro dela. Corte, igual e directamente para dentro da frigideira, as couves previamente cozidas em pedaços pequenos. Misture tudo e deixe amaciar. Acrescente o béchamel e o queijo creme. Tempere com noz moscada e 1 pitada de sal. Deixe dissolver bem. Passe o preparado para um tacho grande e junte a batata palha. Envolva tudo.

De seguida, verta metade deste preparado no pirex de ir ao forno. Cubra com a camada de bacalhau. Enfeite com as gambas e sobreponha outra camada do preparado de legumes e batata. Pincele generosamente com maionese e leve ao forno a gratinar. Acompanhe, depois, com salada. 

   

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por Bom Garfo

Quarta-feira, 02.04.14

Tarte de requeijão

Esta tarte de requeijão é receita da minha mãe. Da minha mãe que não costuma fazer doces mas quando faz são óptimos! Esta tarte é, simplesmente, deliciosa!!!! Uma óptima textura e um saborzinho a canela que faz salivar! Por aqui, é habitual nas nossas mesas de festa - já que sai sempre bem e acaba por ser um bolo simples com um sabor requintado - e, de vez em quando, para um lanchinho.

Aconselho mesmo a experimentarem...

  

INGREDIENTES (para uma tarteira grande e alta das de vidro)

9 gemas

6 claras

100 gr de manteiga

cerca de 700 gr de requeijão (= 3 requeijões grandinhos ou 4 mais pequenos)

345 gr de açúcar

3 colheres de sopa de farinha com fermento

1 colher de chá (mal cheia) de fermento em pó

3 ou 4 colheres de chá de canela

 

PREPARAÇÃO

Num recipiente misture o açúcar com as gemas (bata). Noutro, misture a manteiga, à temperatura ambiente e cortada em pedaços pequenos, com o requeijão e a canela. Bata bem, até obter um creme homogéneo. Depois, junte os dois preparados e muisture enericamente, por forma a que fiquem bem envolvidos. À parte, bata as claras em castelo. Acrescente-as, aos poucos, à massa. Integre-as com delicadeza, com a ajuda de uma colher de pau.

Unte uma tarteira com manteiga, forre-a com papel vegetal também untado. Verta o preparado na tarteira e leve ao forno (pré-aquecido).

Quando a tarte estiver cozida (fofa), se quiser, ligue o grill e doure um pouco mais por cima, para ficar com uma crostinha mais estaladiça.

 

DICA: Esta é receita e meia (quantidades), para dar para a tarteira de vidro grande. A receita original é para uma tarteira mais pequena e seria de 6 gemas, 3 claras, 65 gr de manteiga, 230 gr de açúcar, 2 requeijões grandinhos (400 a 500 gr de requeijão), 2 colheres de sopa de farinha com fermento, 1/2 colher de chá de fermento e 1 a 2 colheres de chá de canela. Mas aí, a tarte sai mais baixinha (e claro com menos diâmetro)...

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por Bom Garfo

Terça-feira, 01.04.14

Doce de caramelo

Esta foi uma experiência recente. Vi uma receita de Cheesecake de Caramelo num blog que gosto bastante e cuja "dona" me parece uma simpatia, que é o blog Aromas com Amor e não resisti! Ok, fui para a cozinha. Claro que lhe fiz alterações, porque, como expliquei no início, eu não consigo seguir receitas à risca. Tenho sempre que tirar ou acrescentar algo. Desta vez, até o nome lhe alterei:) Verdade, esta pode ser uma receita a fazer numa tarteira e depois comer à fatia, embora a ache demasiado cremosa para tal, nesse caso teria que se juntar algumas folhas de gelatina incolor para lhe garantir maior consistência... Mas se degustada à colher ela está perfeita, porque não ficar mesmo assim?! Como um doce de colher e pronto! E se assim é, o melhor é ser directa e chamar-lhe Doce de Caramelo... Aviso já que é um doce bem guloso! E como sou gulosa, gostei muito... Mas é um doce bem calórico. Eu fiz em taças grandes, para a próxima faço numas mais pequeninas, para o pecado ser menor:) Bem, também poderá ser feito numa taça grande e depois cada um servir-se (de acordo com a sua consciência)...

INGREDIENTES para 6 a 10 Taças (depende do tamanho da taça, as minhas eram grandinhas)

Para a base:

200 gr de bolachas maria

90 gr de manteiga

Para o Recheio:
250 gr de queijo creme Philadelfia

250 gr de queijo Mascarpone

1/2 colher de chá de sumo de limão

175 gr de açúcar 1 colher de sopa de essência de baunilha

1 pacote de natas para bater + umas gotinhas de limão

Para a cobertura de caramelo:

100 gr de açúcar mascavado

200 ml de natas

1 colher de sopa de manteiga

1 boa pitada de sal

PREPARAÇÃO

Base:

Triturar as bolachas, misturar com a manteiga até obter umas migalhas grossas e cobrir o fundo das taças. Levar ao frigorífico para endurecer. 
Recheio:
Bater as natas até duplicarem de volume e reservar. Bater os queijos com o açúcar, a essência de baunilha e o sumo de limão. Adicionar esta mistura às natas batidas, colocar sobre a base de bolacha e levar novamente ao frigorífico para solidificar o creme (aproximadamente 4 horas).
Cobertura de caramelo:
Colocar o açúcar num tacho e levar a lume brando, juntar logo as natas. Mexer até obter um creme homogéneo. Juntar a manteiga e o sal mexendo mais um pouco. Esta parte demora um pouco...Deixar arrefecer. Na hora de servir, colocar uma colher de creme de caramelo em cada taça. Se o levar igualmente ao frio, ou seja, se cobrir as taças e o levar ao frigorífico ele fica com uma consistência meia elástica, quase tipo caramelo... também pode ser interessante...

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por Bom Garfo

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