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BOM GARFO

Na minha cozinha... Simples e experimental... Colorida e divertida... Nascem sabores para degustar, para alegrar a família e os amigos... e para partilhar com quem seja Bom Garfo:)

BOM GARFO

Na minha cozinha... Simples e experimental... Colorida e divertida... Nascem sabores para degustar, para alegrar a família e os amigos... e para partilhar com quem seja Bom Garfo:)

28
Fev19

Salada de couve roxa

Bom Garfo

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Esta é a receita de uma salada muito simples e boa para variar da salada de alface e tomate mais vulgar. Tem umas cores maravilhosas (roxo, amarelo, laranja, vermelho e branco)! Os olhos também comem, na minha opinião. Tenho que admitir que aprecio o lado estético de tudo na vida (provavelmente defeito profissional ou então uma qualidade). Não no sentido de dar mais importância ao aspeto do que à essência/conteúdo. Nada disso! Digamos antes que no sentido de degustar com todos os sentidos o que se me aparenta belo, tanto pode ser o formato do trajecto de uma gota de chuva no vidro da janela, como o desenho que a nuvem forma no céu, como a cor da salada! Reparo nesses pequenos detalhes! E se comer numa mesa posta com beleza, com louça bonita, comida bonita, etc., melhor! E para isso não é preciso muito, basta querer, basta ter e fazer com gosto. Nem é preciso nada de extravagante, até pode ser bem simples, desde que seja apelativo aos meus olhos. E esta salada é bonita, não posso dizer o contrário...

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INGREDIENTES

Na verdade, desta vez, não sei se faz muito sentido colocar as quantidades, porque variam muito consoante o tamanho dos vegetais e de acordo com a quantidade necessária. No fundo, a ideia é o principal. Mas vou dar o exemplo do que levou a salada que aqui vos mostro e que está numa saladeira bem grande, que serve 6 a 8 pessoas...

Meia couve roxa (grandinha)

2 tomates grandinhos

1 cebola média

1 saco de cenoura ralada fresca

1 lata de milho média

azeite e sal q.b.

manjericão em especiaria q.b.

vinagre ou sumo de limão q.b. (atenção que a couve é ligeiramente amarga)

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PREPARAÇÃO

Vamos lá arregaçar as mangas... Comece por lavar bem a couve e escorrê-la o melhor possível. Com a ajuda de um processador, rale-a às ripas (parecido com a couve para o caldo verde). Caso não tenha processador, pois terá que o fazer com a faca... Coloque na saladeira em que vai servir.

Junte-lhe a cenoura ralada. Usei de compra porque foi mais prático mas pode ralar 2 a 3 cenouras se preferir. Por acaso, costumo ralar as próprias cenouras... Não sei o que me deu neste dia!

Adicione-lhe o milho, depois de previamente escorrido e lavado sob água corrente.

Acrescente-lhe a cebola cortada em finas meias luas. Tempere com o sal, o manjericão, o azeite e se desejar o vinagre ou o sumo de limão. Confesso que pus muito pouco vinagre porque provei e não me pareceu que valorizasse a salada, até porque a couve roxa já por si é um pouco amarga. Mas fica ao vosso critério. Além disso, não acho que seja uma salada para ficar demasiado molhada, pelo que também me controlei no azeite... Misture tudo.

Por fim, parti os tomates às rodelas e enfeitei a salada com elas. Polvilhei as rodelas de tomate com mais um pouco de manjericão, afinal tomate e manjericão é uma combinação excelente. E está feita!

Por último, fica a sugestão de poderem servir uma maionese numa tacinha à parte se desejarem. Optei por fazê-lo com uma maionese caseira. Ultimamente, faço cada vez mais a maionese em casa porque realmente é algo super rápido e estou farta de tantos químicos na comida de compra. Há aqueles a que não conseguimos quase fugir mas nos que se pode... E o facto de servir a maionese na tacinha, no meu caso, faz com que utilize menos do que se tivesse optado por untar toda a salada com ela. Digamos que é apenas um pormenor, uma "gracinha", basta uma colher de chá generosa em cima da porção de salada que colocamos no prato.

NOTA: Veja aqui a minha receita de maionese caseira

26
Fev19

Maionese caseira

Bom Garfo

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Bem sei que maionese não é algo que seja muito "fit", porém uma pessoa também tem direito aos seus pecadilhos gastronómicos de vez em quando! E, nos dias que correm - e especialmente nas cidades -, em que se temos uma família grandinha e não somos ricos, não nos restam muitas oportunidades para fugir à alimentação repleta de químicos, hormonas e sabe-se lá mais o quê... há que se pensar um pouco mais. Sim, porque não é por não comermos muitos alimentos processados que nos livramos desses venenos. Eles estão por todo o lado, até nos legumes, nas frutas de estufa, nas carnes expostas nos mostradores do talho mas que antes estavam embaladas em vácuo, nos peixes frescos da peixaria que são maioritariamente de aquacultura... Um arrepio! A alimentação biológica é bastante mais cara, uma pessoa vive na cidade e não tem horta... Enfim... Pelo menos, ao fazermos a maionese em casa, que é num piscar de olhos (só temos é um pouco mais de louça para lavar), sempre poupamos em compostos desnecessários e em mais uma série de químicos! A verdade é que a maionese de compra dura meses e esta no dia seguinte, mesmo no frigorífico, se estiver completamente destapada, está boa para ir para o lixo. Só isso já nos deve fazer pensar que existe uma grande diferença e que vale a pena lavar a parte debaixo da varinha mágica e um copo plástico a mais! Para não dizer que podemos criar as variedades que quisermos a partir da receita base...

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INGREDIENTES

1ovo + 1 gema de ovo

uma espremidela de limão

1 colher de chá de mostarda tipo Dijon

1 dente de alho super picadinho (ou uma boa pitada de alho em pó)

1 pitada de pimenta

sal q.b.

óleo q.b.

 

PREPARAÇÃO

Num copo alto de plástico, daqueles que acompanham as varinhas mágicas ou então num jarro medidor, coloque o ovo inteiro e a gema. Depois a espremidela de limão (não exagere para não ficar demasiado amarga, mas o limão ajuda a emulsionar), a colher de mostarda, o alho, a pimenta e o sal (uso do marinho, cá em casa não usamos sal refinado em nada). Utilize a varinha mágica e dê-lhe uma emulsão rápida. De seguida, comece a deitar óleo em fio, sempre a bater com a varinha mágica. Vai ver que a maionese vai começar a ganhar corpo, a passar de líquida a sólida. E quando chegar áquele ponto que lhe parece ter a consistência pretendida, pare de deitar óleo. aliás, a partir de certa altura, não é por continuar a deitar óleo que vai obter uma quantidade maior, porque a maionese pára mesmo de crescer! Apenas obteria uma maionese mais oleosa...

E já está! Foram no máximo 5 minutos a fazer tudo!

Quanto ao tempero, tem que ir experimentando para adaptar ao seu gosto. Por exemplo, não tenho a quantidade de gramas exactas do sal que a minha pitada leva, o mesmo é válido para a minha pitada de pimenta... nem sei quantos centímetros mede o meu alho... Pelo que após aquela primeira emulsão rápida, antes de adicionar o óleo, prove... Depois de fazer a maionese duas ou três vezes já deve ter percebido razoavelmente o tempero que vai mais ao encontro do seu paladar...

Posso ainda dizer que se quiser uma maionese de ervas, pode no fim acrescentar manjericão ou salsa ou coentros (em especiaria ou frescos) e envolver bem... Que se lhe apetecer uma maionese de alho é uma questão de adicionar uma quantidade maior de alho... Que se gostar de uma maionese picante é só juntar-lhe mais pimenta... Por aí fora...

Eu, por exemplo, gosto muito de maionese de ervas...

NOTA: Já vi receitas de maionese que apenas levam gema de ovo mas aprendi com um ovo inteiro e julgo que isso a torna mais fofa e que a faz crescer melhor.

24
Fev19

Bacalhau à Gomes de Sá

Bom Garfo

Esta é a receita do bacalhau à Gomes de Sá mais tradicional, penso eu. É o bacalhau que a minha avó fazia e que me lembro de comer desde sempre. Na realidade, é saboroso, tipicamente português, com simples e poucos ingredientes, e muito fácil.

É um prato que faço com alguma frequência, embora por vezes lhe acrescente gão de bico e quando o faço digo que è "à minha maneira" para diferenciar do da minha avó, que era este, assim mais simples...

INGREDIENTES

800 g de lombos de bacalhau (uso lombos congelados, muito mais práticos e têm sempre ótima qualidade)

1,200 kg de batatas

3 ou 4 ovos cozidos

1 cebola grande

2 a 3 dentes de alho

sal e pimenta q.b.

azeite q.b.

coentros frescos q.b.

*vinagre q.b. (facultativo)

*azeitonas pretas para decorar ou acompanhar

PREPARAÇÃO

Coza o bacalhau em água fervente, com uma pitada de sal (cuidado para não o salgar em demasia, afinal é bacalhau!!!). Após cozido, escorra-o, limpe-o de pele e espinhas e desfie-o em lascas grandinhas. Reserve.

À parte, coza as batatas. Pode optar por batatinhas novas, daquelas pequenas, com pele, partidas em 2 ou 3 pedaços... ou por batatas grandes, descascadas e partidas em cubos, que era assim que a minha avó fazia.

Evidentemente, não se esqueça de cozer os ovos (basta levá-los ao lume num tachinho, com água, até esta ferver e depois desligar, deixar a tampa posta e esperar 10 minutos). Descasque-os. Reserve.

Numa frigideira, leve ao lume, com um fio de azeite, a cebola e os alhos picados até a primeira ficar translúcida. Tempere com uma pitada de sal e pimenta. No fim, se desejar, acrescente um pouquinho de vinagre, fica ao seu critério. Só não costumo usar todo o azeite necessário para "embeber" o bacalhau à Gomes de Sá, durante este processo, uso apenas metade (medido a olho), porque, na verdade o azeite é um produto muito saudável mas cru, pelo que devemos evitar cozinhá-lo. Assim, depois de a cebola e os alhos terem alourado, desligo o lume e acrescento o restante azeite. Mexo com a colher de pau e ele acaba a ganhar o gosto do cozinhado.

Numa travessa ou pirex de servir, junto as batatas, o bacalhau, o azeite com as cebolas e alho e envolvo tudo. Corto rodelas de ovo cozido que disponho por cima, a enfeitar e polvilho com abundantes coentros frescos picados. Decoro com azeitonas pretas ou levo uma tacinha com as ditas a acompanhar para a mesa...

Pronto e com aquele sabor simples... nada de complicações!

22
Fev19

Feijão branco à inglesa

Bom Garfo

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Outro acompanhamento... Este, faço-o há muitos anos. Lembro-me que o vi numa revista de culinária e que me chamou a atenção por dizerem que era um acompanhamento "inglês"! Não sei se é verdade ou não, mas na tal revista dizia que os ingleses o utilizavam bastante para acompanhar carnes. E eu, que na altura era miúda, decidi que queria exeperimentar o mesmo que os ingleses! Vá-se lá saber porquê, nem tenho qualquer panca com eles! Ah, ah! Mas, ok, experimentei, gostei, achei prático, rápido, saboroso e entrou para o cardápio. Considero-o saudável, apesar de levar um pouco de natas. Afinal, ainda no outro dia, estava a assistir a um programa de cozinha cujo chef é muito cuidadoso com as gorduras e tal e ele próprio fez um prato que levava natas. E eu estava a olhar de lado para ele, a pensar o que lhe teria passado pela cabeça... quando parece que ele ouviu o meu pensamento e, prontamente, respondeu através da televisão: "Bem sei que leva natas, mas reparem que é um pacotinho por uma imensidão de comida, e se fizermos as contas, já imaginaram que cada pessoa quase não as vai comer?!". Bummmmm! Fez-se luz! É verdade! E o mesmo se passa aqui, porque eu faço a receita com bastante feijão, se fizerem numa dose muito mais pequena, pensem... E é super saboroso!

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INGREDIENTES

2 latas grandes de feijão branco (cerca de 1 kg)

4 bons dentes de alho 

1 pacote de natas (=200 ml)

um fio de azeite 

1/2 limão

sal e pimenta q.b.

um raminho de coentros frescos

 

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PREPARAÇÃO

Se usarem o feijão de lata, escorram muito bem o líquido de conservação, lavem em água corrente. Reservem.

Piquem os dentes de alho bem picadinhos e levem, juntamente com um fio de azeite, ao lume. Antes de alourarem, adicionem o feijão, envolvam bem. Temperem com sal e pimenta a gosto e deixem cozinhar por 3 minutos. Acrescentem as natas e misturem bem. Deixem cozinhar mais uns minutinhos (poucos), até os sabores estarem apuradinhos mas enquanto o feijão ainda estiver soltinho. Juntem o sumo de limão (não ponham muito para não amargar, uma espremidela é suficiente). Mexam bem e polvilhem com bastantes coentros frescos picados. Prontinho!

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21
Fev19

Batatinhas no forno (com pele) I

Bom Garfo

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No outro dia, esqueci-me de aqui colocar a receita das batatinhas no forno que fiz para acompanhar os lombinhos de bacalhau fresco com camarão e alho. Mas ainda vou a tempo, claro!

Existem imensas formas de fazer batatinhas no forno - com pele, sem pele, pré-fritas, pré-cozidas, simplesmente assadas - e esta é a da minha mãe!

Acho ótima, até porque é bem mais rápida, simples e saudável do que a que costumava fazer (que era como aprendi com a avó). Tanto é que só havia batatinhas no forno cá por casa em dias de festa, porque as que fazia antigamente, além de demoradas eram mais "engordativas" (pré-fritas) e por isso evitava-as!

Estas, até para fazer numa quantidade razoável (que é sempre o caso cá de casa, já que somos uma família grandinha), são práticas e ainda têm mais vantagens: podem ser feitas com batatas cozidas que tenham sobrado do dia anterior, por exemplo! Ficam o máximo!

E as vantagens não terminam por aqui... Como estas batatinhas são feitas com batatas pré-cozidas, se por exemplo, sobrarem do jantar, pode comê-las no almoço do dia seguinte, que elas parecem novas! Quando as batatinhas no forno são pré-fritas não consigo fazer isso, porque no dia seguinte ficam todas ressequidas e perdem todo o encanto.

Além disso, estas comem-se com muito menos "culpa"! Pelo que, comemos mais vezes... 

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INGREDIENTES

batatinhas novas, daquelas pequenas, a gosto

sal e pimenta preta moída na hora q.b.

2 dentes de alho

um molhinho de tomilho ou de alecrim ou ambos

azeite q.b.

* 1 cebola

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PREPARAÇÃO

Coza em água fervente com uma pitada de sal as batatinhas com pele, previamente lavadas e arranjadas. Coza-as inteiras. Quando estiverem cozidas (mas sem ser em demasia, convém que fiquem mais para o rijinho), retire do lume. Escorra-lhes a água e reserve-as. Deixe-as arrefecer. Pode fazê-lo de manhã, por exemplo, se estiver a pensar no jantar... Ou na noite anterior, se pensar num almoço. E como disse antes, até pode aproveitar as sobras de batatas cozidas... Sim, claro que pode fazer na hora mas se o fizer, convém que as deixe arrefecer, para não absorverem tanto o azeite... 

Batatas frias, cozidas com pele. Ok. Parta-as ao meio ou em 3 (consoante o tamanho delas). Reserve.

Num pirex de ir ao forno, coloque um fio de azeite (não precisa de ser muito), por forma a forrar-lhe o fundo. De seguida, verta as batatinhas para o pirex. Pique os dentinhos de alho e polvilhe com eles as batatinhas. Tempere com sal (não precisa de muito, já que as cozeu em água com sal) e pimenta preta moida na hora. Se quiser, adicione uma cebola descascadas e partida em meias luas (é facultativo, mas acho que dá um sabor muito bom). Tempere com mais um fio de azeite por cima e misture-as, cuidadosamente, com as mãos (limpas, claro está), para que fiquem envolvidas no azeite (que já disse, não é preciso muito) por igual. Polvilhe com pernadas de tomilho, ou alecrim, ou de ambos... E leve ao forno até dourarem! São muito saborosas e não levam muito azeite... Basicamente são umas batatinhas cozidas mais requintadas... Mas o sabor é bem melhor! 

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18
Fev19

Pavlova de frutos vermelhos, chantilly e doce de ovos

Bom Garfo

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E como o prometido é devido, continuo a publicar as receitas do meu Dia dos Namorados...

A Pavlova - doce feito com base de suspiro, coberto com chantilly e/ou doce de ovos, chocolate, frutas, etc., tudo o que nos apetecer - está na moda. Entram-nos pavlovas pelos olhos adentro nas revistas, nos programas televisivos de culinária e até nos blogs. Eu gosto de suspiros mas, confesso, não me fazem suspirar o suficiente para engordar. Contudo, noutro dia, num lanchinho com amigas, acabei a escolher uma fatia de bolo "Pavlova" e admito... Rendi-me! Só me apetecia comer o bolo todo!!!! Foi um esforço ficar-me só pela fatia, foi mesmo precisa muita força de vontade. Percebi porque as pavlovas estão por todo o lado: são uma combinação genial, caramba! Tão leves, doces q.b., desfazem-se na boca... Hum, são um pedaço do céu na boca... Assim sendo, quis dar o paraíso ao "namorado"! Fui amorosa! E consegui, ele ficou com o palato no céu com esta Pavlova recheada com chantilly, doce de ovos, morangos, framboesas, amoras e mirtilos !!! Ele e os rebentos... claro!

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INGREDIENTES

Para a massa de suspiro:

4 claras de ovos xl

220 g de açúcar

2 c de chá de farinha maisena

2 c de chá de vinagre de vinho branco

papel vegetal e compasso

Para o recheio e cobertura:

doce de ovos q.b (aproveitei as gemas, até porque estraguei alguns ovos até acertar na pavlova e fiz este cuja receita podem ver aqui https://bomgarfo.blogs.sapo.pt/doce-de-ovos-para-cobertura-ou-recheio-52989...)

*2 pacotinhos de natas (=400 ml)

*5 c de sopa de açúcar

*2 folhas de gelatina incolor

*1 c de chá de baunilha

morangos, framboesas, mirtilos e amoras q.b.

raspas de chocolate negro q.b.

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PREPARAÇÃO

Comecei por desenhar um círculo com um diâmetro de 24 cm numa folha de papel vegetal. Coloquei a folha (com o lado do desenho para baixo) num tabuleiro. Reservei.

Pré-aqueci o forno a 150ºC, bastou-me quando comecei a fazer a massa de suspiro.

Bati as claras em castelo até ficarem firmes e depois adicionei, colher de sopa a colher de sopa, o açúcar, sem nunca parar de bater, até obter um merengue espesso e brilhante. De seguida, desliguei a batedeira. Acrescentei o vinagre e a farinha e envolvi bem com a colher de pau, em gestos suaves de baixo para cima. Não mexi demasiado.

Verti a massa, com o formato de um monte, dentro do desenho do círculo, de modo a preencher o dito. Depois, muito gentilmente, com uma espátula, cavei um pouco o centro, como se estivesse a construir um ninho. Um ninho que, mais tarde, iria rechear com coisas boas e doces!!!

Levei, com muita fé, a massa de suspiro ao forno. Coloquei-a no meio (é um meio ligeiramente mais abaixo) do forno, o mesmo sítio em que sempre coloco os bolos.

Como o meu forno só começa nos 150ºC e aquece bem, pelos vistos, pus-lhe uma colher de pau na porta, e deixei cozer a bela Pavlova durante 1h30m. Chegado esse momento, simplesmente desliguei o forno. Não abri mais a porta do que estava nem fechei, durante algumas 5 horas, até estar super arrefecida. A ideia é a Pavlova ficar bem sequinha, crocante por fora e cremosa por dentro e foi exatamente o que obtive! Uma Pavlova branquinha como a neve!

Depois disso ter acontecido, tratei do doce de ovos. Podem ver a receita aqui (https://bomgarfo.blogs.sapo.pt/doce-de-ovos-para-cobertura-ou-recheio-52989).

E fiz o chantilly, batendo as natas, quando essas já estavam meio firmes adicionei o açúcar e baunilha e bati até obter a espessura esperada. 

De seguida, transferi a Pavlova para um prato de servir e comecei a recheá-la, vertendo colheradas (quase de forma artística, como se estivesse a pintar um quadro) de doce de ovos (só pouco mais de metade do doce que calculei utilizar). Reservei o restante, por instantes. Agarrei no chantilly e "despejei-o" literalmente (mas com cuidado, suavemente) por cima. Já tinha cortado os morangos em pedaços antes, assim, salpiquei toda a Pavlova com eles... até que chegou a vez das amoras, dos mirtilos e das framboesas... Voltei a "salpicar" a Pavlova com colheradas artísticas de doce de ovos e, por último, com umas raspinhas pequeninas de chocolate negro, que fiz com um descascador numa tablete daquelas de culinária (o equivalente, provavelmente a dois quadrados). 

Servi, orgulhosamente!!! Apaixonadamente, se preferirem...

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NOTA IMPORTANTE: As pavlovas são fáceis e simples de fazer mas nem sempre resultam. E o problema até pode não ser nosso, mas do nosso forno. Já explico... Elas têm que ser cozidas a uma temperatura bem baixa e existem fornos - como o meu - que não conseguem descer tanto (o meu começa nos 150ºC) e também outros tantos que podem estar desregulados. Nunca temos a certeza. Eu só acertei à terceira vez! Não estou nada arrependida de ter sido teimosa como boa taurina que sou! Desta vez a teimosia deu pavlovas! É que meti na cabeça que era isto que me apetecia fazer e dali não saí... Ahahaha! Ok, eu pus o forno a 150ºC como mandam a maioria das receitas mas não funcionou... Da primeira vez, o forno desligou-se sozinho, sem mais nem menos, ele tem essa mania, e lá foi a Pavlova para o lixo, desmoronada... Da segunda vez, o forno aguentou-se mas passado 20 minutos, pelo vidro, percebi que ela estava a perder o formato... Até que lá tive que a deitar para o lixo também, liquidificada... E agora qual foi o problema? Fiz tudo bem! Pré-aqueci o forno a 180ºC e baixei para 150ºC quando lá a coloquei... Então, cheguei rapidamente à conclusão que ele deve ser mais quente do que parece... além disso, descobri que as senhoras mais idosas diziam que os suspiros deviam ser cozidos a 100ºC, então pensei que tinha que baixar mais a temperatura. Pré-aqueci o forno a 150ºC em vez de a 180ºC (e por menos tempo), e como o mínimo do meu forno é exatamente essa temperatura, coloquei a Pavlova a cozer assim, mas pus uma colher de pau na porta do forno, para que perdesse calor. E a magia fez-se! Depois, já sabem, cozem a dita por 1h30m e desligam o forno mas não o abrem, nem a tirem de lá por horas. Qualquer variação brusca de temperatura irá arruiná-la. Ou seja, a Pavlova tem que arrefecer completamente no forno! Por isso, muitas pessoas as fazem de noite e só abrem o forno no dia seguinte... Ou então de manhã e só a tiram à tarde, se for para servir num jantar... Ficou maravilhosa! Agora, posso fazer todas as pavlovas que tenho na cabeça... 

* Fiz o chantilly com 2 pacotinhos de natas, açúcar e 2 folhas de gelatina, mas para a próxima vou fazer com 1 pacote de natas e 1 embalagem de queijo mascarpone, as 5 c de sopa de açúcar e a c de chá de baunilha (que é um creme que já fiz várias vezes e acho que fica com uma consistência melhor para a Pavlova)

17
Fev19

Lombos de bacalhau fresco com camarão e alho

Bom Garfo

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Vamos lá às receitas da minha "ementa" do Dia de São Valentim...

Como a sobremesa seria suficientemente gulosa, optei por fazer algo mais leve como prato principal. Assim, decidi-me por uns lombinhos de bacalhau fresco com gambas e alho. Super rápidos, super saborosos e leves. Acompanhei com batatinha no forno, couve coração de boi e couve galega migada. Isto, porque o filho do meio adora couve coração de boi e a filha mais velha gosta imenso da couve galega, e eu quis agradar aos meus "mais que tudo"! As batatinhas sabem sempre bem, obviamente... Ficaram deliciosos, hum...

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INGREDIENTES

1 lombinho de bacalhau fresco por pessoa

5 camarões por pessoa

azeite, sal e pimenta q.b.

coentros em especiaria q.b.

2 dentes de alho + 2 ou 3 dentes de alho (consoante a quantidade de camarões)

1 colher de sopa (aproximadamente) de manteiga

sumo de limão q.b

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PREPARAÇÃO

Numa frigideira com um fio de azeite e 2 dentes de alho inteiros e descascados, leve ao lume os lombinhos de bacalhau temperados com pimenta preta moída na hora e pouco (quase nenhum sal). Passe-os cerca de 2 minutos de cada lado, ou o tempo que lhe parecer necessário de acordo com o tamanho e altura de cada lombinho. Findo este processo, retire do lume. Escorra-os bem do fio de azeite e coloque numa travessa de servir. Reserve.

Noutra frigideira, ou na mesma, depois de a ter limpo e de se ter livrado dos dentes de alho... leve ao lume a manteiga, um fiozinho pequeno de azeite e os restantes dentes de alho picados em pedaços médios. Junte os camarões descascados (eu usei camarões previamente cozidos) e salteie rapidamente, só até ganharem uma tonalidade mais alaranjada. Logo no início, quando os colocar na frigideira, tempere-os com uma pitada de sal. Perto do final, acrescente algum sumo de limão a gosto. Polvilhe-os com coentros. Retire do lume e verta por cima dos lombinhos de bacalhau.

Este é um prato que em 15 minutos está feito e tem um aspecto muito bonito.

No meu caso, servi com batatinhas pré-cozidas e terminadas no forno com tomilho, com couve coração de boi cozida e com couve galega salteada. Mas até pode servir apenas com uma simples salada de alface e tomate, vai ficar muito bem.

17
Fev19

O jantar do Dia dos Namorados de 2019

Bom Garfo

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Então, tal como prometido, aqui vos conto o que fiz para "comemorar" o Dia dos Namorados de 2019... Foi em casa, a cinco (nós e os três filhotes) e preparei um jantar simples mas sobroso e bonito, que terminou com uma gulosa Pavlova... Pavlova essa em que coloquei dois chupas de chocolate negro com formato de coração, para tornar a "coisa" mais lamechas... E para os miúdos se sentirem incluídos (afinal eles são fruto de anos e anos de "namoro"), também lhes arranjei três chupas com formato de coração mas feitos com chocolate de leite... E? E correu muito bem, tal como o esperado. E, se Deus quiser, para o ano há mais!

Já posto as receitas de seguida...

16
Fev19

Doce de ovos para cobertura ou recheio

Bom Garfo

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 Aqui fica a receita do creme de doce de ovos que tanto serve para cobertura e recheio de bolos como para complemento de outros doces que se comem à colher. Pode adaptar a receita, em termos de quantidades, às vossas necessidades.

Uma delícia...

 

INGREDIENTES

6 gemas grandes

150 ml de água

125 gr de açúcar

1 colher de chá de baunilha

 

PREPARAÇÃO

Levar ao lume a água com o açúcar, até ficar tudo diluído e fazer bolhinhas. Ou seja até atingir o ponto de pérola forte, o que deve acontecer após ter entrado em ebulição e fervido durante 5 minutos, mais ou menos.

Apagar o lume.

Deixar arrefecer quase por completo.

À parte, bater as gemas.

Levar tudo junto (a água açucarada e as gemas) novamente ao lume (brando), até começar a engrossar. Sempre a mexer!

Apagar o lume.

Juntar a baunilha e mexer. 

Pronto!

Aplique o doce onde desejar, em bolos, em sobremesas...

Para fazer quantidades maiores, basta aumentar a receita, "basta fazer as contas".

14
Fev19

Ideias giras para degustar no Dia dos Namorados 2019

Bom Garfo

Como sabem, não é que ligue por aí além ao Dia dos Namorados... Já não vou em grandes consumismos. Mas também não sou daquelas pessoas com aversão a datas impostas. Como em tudo na vida, tento encontrar-lhes algum significado positivo, portanto sinto que estou de bem com as ditas datas! Aproveito-as, quanto mais não seja, para um miminho extra. Neste caso particular, a celebração do Dia de São Valentim cá por casa passa apenas por uma brincadeirinha gastronómica, até porque as crianças acham piada. Ainda não tenho a certeza do que vou fazer logo (depois conto-vos ou mostro-vos) mas encontrei na net estas ideias giras! Umas são mesmo super fáceis, para quem não tiver tempo ou muitos ingredientes... !!!   Outras ainda são mais fáceis, e para quem esteja a passar a data num sítio frio ou num sítio quente! De qualquer modo, são ideias amorosas para todo o ano, para quem se sinta apaixonado(a) e queira mimar a cara metade. Inspire-se                   namorados-saudáveis.jpg

Ideias bonitas com simples peças de fruta. Práticas e saudáveis!

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Ideias para um lanchinho, um pouco mais requintado...

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Ideias para uma sobremesa...

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Sem nada na dispensa? Sem tempo? E que tal apenas esta brincadeira engraçada?

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Ideias com o que fazemos no dia a dia... outra brincadeira amorosa!

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Ideias para beber...

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12
Fev19

Couve chinesa com cogumelos

Bom Garfo

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Já devem ter reparado que ando numa fase de receitas de "acompanhamento". Na verdade, os acompanhamentos são desvalorizados e não o deviam ser! Mudam completamente um prato. Sejamos realistas, não andamos todos os dias a fazer comidas muito complicadas ou com aspecto de restaurante! E isso nada tem de mal, muito pelo contrário. A simplicidade é, igualmente, boa. E até benéfica, em certos casos! Quem não gosta de algo mais elaborado num dia especial?! Pois é, se todos os dias fossem "especiais" era uma canseira e deixavamos de ter a noção dos dias que o são. Ok, então andamos a comer bifes, hamburgers, espetadas, pescada cozida na maior parte do tempo. E soa sempre ao mesmo. Confesso que me farto rapidamente da monotonia, de qualquer monotonia. Assim, tenho tentado variar nos acompanhamentos. É uma boa solução para dar logo outro "arzinho de graça" à nossa rotina, mas sem complicar muito! Aqui fica algo verde, saudável, rápido e delicioso... Couve chinesa com bróculos e cogumelos!  Serve para acompanhar carne ou peixe, para único acompanhamento ou para ajudar o arroz (por acaso o destas fotos é integral) a desempenhar esse papel. 

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INGREDIENTES

2 couves chinesas (daquelas que parecem mais "normais" e que são mais baratas)

1embalagem de cogumelos portobello frescos 

1 embalagem de cogumelos shitake frescos (se não houver, utilizem cogumelos brancos, o interessante é misturarem duas qualidades diferentes)

500 g de bróculos ou 1 saco de bróculos congelados

1cebola grande ou 2 pequenas

1a 2 dentes de alho (ou alho em pó)

1 fio de azeite

sumo de limão a gosto

pimenta q.b.

molho de soja q.b

 

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PREPARAÇÃO

Comece por lavar bem a couve, escorrê-la e cortá-la em pedaços médios (não demasiado pequenos, porque encolhe bastante depois de cozinhada). Leve-a  ao lume (brando) numa frigideira, com um fio de azeite e os dentes de alho picados (se tiver optado pelos frescos). Vá mexendo de vez em quando. Ela cozinha muito rápido, não precisa de ser cozida em água. É mesmo muito tenrinha!

Entretanto, arranje os cogumelos (lave-os muito bem, escorra-os e corte-os em pedaços médios). Reserve.

Dê um jeito à cebola, também. Descasque-a e corte-a em pedaços grandinhos, tipo gomos. Reserve.

Se usar bróculos frescos, convém que os semi-coza previamente. Neste caso, admito que prefiro usar os congelados, tornam-se mais práticos.

Voltando à frigideira, tempere a couve com umas pitadas de pimenta (não use sal, porque não é necessário) e adicione os bróculos e os cogumelos. Vá mexendo, envolvendo. Vai reparar que ganhou água. Quando os ingredientes estiverem quase cozinhados ao seu gosto (pessoalmente, gosto deles assim um pouco mais crocantes), escorra a água. Tempere com o sumo de limão e junte a cebola. A cebola está no ponto quando começar a querer ficar translúcida, mas antes de lá chegar. Não queremos cebola mole, apenas macia!

Veja se tem muito líquido, se tiver volte a escorrer. Queremos o preparado sequinho! E, por último, adicione, molho de soja (por isso não precisar de sal antes) e envolva bem. Mude para uma taça ou travessa de servir. Prontinho!

P. S. - Também podem fazer a couve apenas com os cogumelos...

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10
Fev19

Salada de feijão verde e ovo

Bom Garfo

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Nem sei se estamos perante uma receita digna de blog mas vale pela ideia. Na verdade, vivemos numa altura, em que somos bombardeados por comida saborosa mas pouco saudável e ao mesmo tempo também somos incentivados a não comê-la e a optar por uma alimentação mais cuidada, privilegiando legumes e fruta. Para muitas pessoas, especialmente as que vivem na cidade, isso nem sempre parece muito fácil de levar a cabo. Tanto porque vivem numa correria e preparar legumes pode (à primeira vista) dar trabalho - mais do que comer fast food ou comida congelada -, como por falta de imaginação (sempre salada de alface e tomate... sempre bróculos quando é peixe cozido). Portanto, aqui fica mais uma ideia e muito simples mesmo, como se pode facilmente constatar. E uma ideia saudável, nutritiva e boa para adultos e crianças. Tanto acompanha peixe como carne, mas com uma douradinha feita em papelote... hum!

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INGREDIENTES

Cerca de 1 Kg de feijão verde

4 ovos

sal q.b.

1 fio de azeite

1 colher de sopa mal cheia de manteiga

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PREPARAÇÃO

Arranje o feijão verde: corte-lhe as pontas de ambos os lados, retire o fio de ambos os lados, lave e corte de pedaços a seu gosto.

Leve a cozer em água abundante, temperada com sal a gosto.

Coza igualmente os ovos. Confesso que costumo cozê-los numa panelinha à parte e que quando a água destes começa a ferver, desligo o lume e deixo-os ficar com tampa posta por 10 minutos. Depois, então, escorro a água e descasco-os debaixo de água fria da torneira. Reservo.

Quando o feijão estiver cozido (eu gosto dele assim um pouquinho "al dente"), retire do lume. Escorra. Transfira para uma taça e tempere com o fio de azeite e a manteiga. 

De seguida, corte os ovos cozidos em quartos no sentido vertical (ao alto) e disponha por cima do feijão.

Já está!

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08
Fev19

Migas de couve com feijão frade

Bom Garfo

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Mais um acompanhamento saboroso, que combina com todas as estações do ano - até porque tanto pode ser servido quente como frio -, nutritivo, saudável e que adoro: couve portuguesa (ou galega) com feijão frade! Trata-se, na verdade, de uma espécie de migas, rápidas de fazer e que têm um sabor bem nacional. 

Estas couves acompanham maravilhosamente pratos de carne, como frango e porco. Ficam soberbas com umas espetadas ou com um entrecosto (como ilustro nas fotos). Contudo, também podem animar pratos de peixe, até uma insípida pescadinha cozida. 

Outro ponto a favor é dispensarem mais acompanhamentos de hidratos, como batatas ou arroz. Afinal, as couves com o feijão saciam bem o nosso apetite ... E depois das Festas, bem precisamos de compensar os excessos!  

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INGREDIENTES

2 sacos de couve portuguesa cortada para caldo verde (usei do Pingo Doce)

1 lata pequena de feijão frade (ou seco e previamente demolhado)

1 cebola pequena picada

1 dente de alho picado (ou alho em pó q.b.)

sumo de 1/2 limão

azeite q.b.

sal, pimenta e coentros frescos picados q.b.

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PREPARAÇÃO

Numa frigideira, com um fio de azeite, leve ao lume a couve cortada  como se fosse para fazer caldo verde (tipo em ripas). Já existem supermercados que oferecem este produto fresco em sacos, sendo muito útil para poupar tempo. Vá mexendo de vez em quando.

Entretanto, pique a cebola e reserve. 

Caso tenha optado pelo feijão frade de lata, lave-o muito bem, escorra-o e reserve. 

Quando a couve começar a mudar de cor, ou seja quando já for possível perceber que está a ficar cozinhada, junte o alho, tempere com sal e pimenta e volte a deixar cozinhar mais três minutos. De seguida, acrescente o feijão.

Se achar que está seca, pode acrescentar mais um pouco de azeite, mas não exagere para que também não fique demasiado molhada e gordurenta. 

Deite-lhe o sumo de limão, espremido na hora, e envolva bem. 

Quando estiver perto de estar cozinhada ao seu gosto, rectifique o tempero e adicione a cebola. Mexa carinhosamente, para que a cebola fique bem espalhada. A cebola não se quer cozinhada nem completamente crua, mas mais para o cru. Portanto, basta um ou dois minutos e está no ponto.

Termine com coentros frescos picados.

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07
Fev19

Para meter o garfo e a colher 1

Bom Garfo

 

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Frases & Pensamentos curiosos, sábios e divertidos sobre a comida, o acto de comer e/ou aplicáveis aos referidos conceitos. 

"Dizeres" sobre culinária, gastronomia, filosofia da alimentação e degustação que me fizeram "comer com os olhos e com o cérebro".  Como sabem, gosto de cozinhar, de escrever, de pintar (não necessariamente por esta ordem ou por qualquer ordem) e de História... e também tenho uma "afición" por coisitas destas!  Assim, aqui fica o primeiro, para inaugurar a nova rubrica do blog, "Para meter o garfo e a colher"...

 

05
Fev19

Salada de grão com legumes e caril

Bom Garfo

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Aqui está uma ideia para um acompanhamento saudável para um prato de carne, por exemplo para uns simples hamburgers grelhados ou para uns bifinhos de perú ou frango. Como o grão é muito nutritivo também dispensa perfeitamente mais acompanhamentos como arroz, batata... Esta salada, que pode servir morna ou completamente fria, e que também se adapta muito bem às diferentes estações do ano e até às mais diversas ocasiões (como um piquenique), é saborosa e tem um delicioso toque exótico por causa do caril.

Cá por casa, os miúdos gostam bastante e é uma boa forma de irmos variando os acompanhamentos e diversificando a alimentação.

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INGREDIENTES

2 latas grandes de grão (cerca de 1 kg)

1 cebola

1 pimento vermelho

2 dentes de alho picados (ou alho em pó)

1 tomate grandinho

1 lata de milho

coentros frescos picados q.b.

azeite, sal e pimenta q.b.

1 colher de chá de pimentão doce (especiaria)

2 colheres de chá de caril (ou a gosto)

uma espremidela de limão (a gosto)

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PREPARAÇÃO

Leve ao lume, numa frigideira, com um fio de azeite, o pimento cortado em tiras finas e pequenas/médias. Quando esse começar a amaciar, junte o alho e a cebola igualmente picados. Deixe alourar um pouco. Adicione o grão, previamente lavado e escorrido, e tempere com sal e pimenta. Deixe cozinhar por uns dois minutos. Tempere com o pimentão e o caril e envolva bem. 

De seguida, acrescente o milho (previamente lavado e escorrido) e o tomate partido em pequenos cubos. Não queremos o tomate demasiado cozinhado, pelo que não deixe cozinhar muito mais tempo.

Por último, a espremidela de limão (só tempero mesmo com uma pequena espremidela, para não ficar muito amargo, até porque levou caril). Quanto a temperos, acho mesmo que devemos temperar tudo ao nosso gosto, portanto... Nesse contexto, o mais importante é sugerirmos uma combinação boa, mas cada um tempera como preferir.

Mexa bem. 

Retire do lume e polvilhe com bastantes coentros frescos picados!

Sirva numa taça ou travessa. Esta é uma quantidade bastante razoável.

03
Fev19

Bolo de mel com erva doce

Bom Garfo

Espero que tenham tido um Feliz Natal e uma passagem de Ano animada e com saúde. 

Bem sei que tenho andado ausente. Mas  regresso sempre! 

Vamos lá ao bolinho...

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Tempo frio e de chuva é o que temos tido nos últimos dias. Bem, afinal, estamos no Inverno... Confesso que gosto muito mais do calor do Verão mas estas temperaturas parecem chamar-nos para a cozinha! E foi o que fiz. Não resisti, apesar de andar a controlar os danos que a quadra natalícia fizeram à silhueta. Resultado: um simples bolo de mel e erva doce, muito perfumado e super fôfo! Combina na perfeição com uma chávena de chá ou de café e com o barulho da chuva a bater nos vidros da janela... Cá por casa todos apreciaram este pedaço de conforto.

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INGREDIENTES

4 ovos grandes

200 ml de mel

200 ml de azeite

170 gr de açúcar amarelo

200 gr de farinha

1 c de café (generosa) de canela

1 c de café (generosa) de erva doce (usei em pó)

1 pitada de sal

1 c de chá de fermento em pó

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PREPARAÇÃO

Comece por dividir as gemas das claras. Bata as claras em castelo e reserve.

Noutro recipiente, junte o açúcar e as gemas e bata.

Adicione o mel e o azeite e volte a bater.

Acrescente a canela, a erva doce e a pitada de sal. Mexa.

De seguida, introduza alternadamente a farinha e as claras, e vá sempre batendo.

Por último, o fermento.

Verta o preparado numa forma de buraco (a única dessas que tenho atualmente em casa é um pouco grande, por isso o bolo parece menos altinho), untada com azeite e polvilhada com farinha. Leve ao forno, a cerca de 180ºC (não mais, porque a cozedura a temperaturas não muito altas ajuda a obter uma textura mais macia) e coza até ganhar cor. Faça o teste do palito. A receita fala em aproximadamente 40 minutos mas o meu forno leva sempre um tempo significativo a mais, por isso o melhor é ficarem de olho.

Acho que foi dos bolos mais fôfos que fiz e aguenta-se assim por uns dias.

Aconselho mesmo a experimentar, é delicioso, dos meus bolos de mel favoritos.

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