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BOM GARFO

Na minha cozinha... Simples e experimental... Colorida e divertida... Nascem sabores para degustar, para alegrar a família e os amigos... e para partilhar com quem seja Bom Garfo:)

BOM GARFO

Na minha cozinha... Simples e experimental... Colorida e divertida... Nascem sabores para degustar, para alegrar a família e os amigos... e para partilhar com quem seja Bom Garfo:)

09
Mai19

Salada de feijão preto

Bom Garfo

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Esta é uma salada que serve de acompanhamento a pratos de carne, na brasa, grelhados, etc. A inspiração é brasileira, dos rodízios.  Mas fiz à minha maneira.  Desta vez, foi para acompanhar picanha. Pode servir-se quente ou fria. E, na verdade, também se pode comê-la como prato, pois é nutritiva.

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INGREDIENTES

2 latas pequenas de feijão preto

70 gr de tiras de bacon fumado

meia cebola

1 dente de alho

azeite q.b.

sal e pimenta preta q.b.

1 raminho de coentros frescos

sumo de limão q.b.

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PREPARAÇÃO

Numa frigideira, sem qualquer adição de gordura, leve as tirinhas de bacon a alourar. Elas douram na própria gordura. Depois, junte o alho picado e deixe cozinhar um pouco. Acrescente, o feijão (previamente escorrido), tempere com sal e pimenta preta moída na hora a gosto e misture. Adicione a cebola picada e cozinhe por mais uns 2 minutos. Não deixe que a cebola fique completamente cozinhada. 

Desligue o lume. Tempere com azeite e sumo de limão. Polvilhe com bastantes coentros frescos e envolva tudo muito bem. 

Se quiser, pode servir com farinha de mandioca para polvilhar a gosto. 

03
Abr19

Arroz integral

Bom Garfo

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Hoje venho falar do arroz integral. Então, dizem que o arroz integral é mais saudável do que o arroz "branco" que costumamos comprar normalmente (seja agulha, carolino, etc.). Dizem também que é mais nutritivo e que tem mais fibra. Não duvido. É daquelas coisas que até me faz sentido, porque há uma imensidão delas que comigo não "pegam". Mas, ok, acredito que o arroz integral é melhor. O problema é o sabor e/ou a textura, que acho muito pior. E não me parece que o problema seja meu, que seja eu não saber cozinhá-lo! De todo! Até porque a primeira vez que o experimentei foi num restaurante macrobiótico e era igualmente mau! E além disso, também costuma demorar mais a cozer...

Este "post" parece publicidade... Mas ninguém me pagou nem deu quaisquer benesses, juro! Apenas gostava de partilhar com quem esteja interessado(a) a minha experiência. Encontrei um arroz integral castanho - brown rice - à venda no Continente (aqui, porque não o encontro noutro sítio e procurei bastante), que me fez mudar de ideias. Este sabe muito bem, fica super soltinho (nada empapado) e é rápido de fazer!  E acreditem que experimentei vários antes de descobrir esta "pérola"...

Sim, é um pouco mais caro. Não vou mentir. Mas para quem se importar com "alimentação saudável" , tiver disponibilidade financeira e, tal como eu, achar que o arroz integral  não sabe lá muito bem, aconselho a experimentar este. Vale a pena. No final, quase parece arroz no forno... Cá em casa, vamos alternando entre o arroz agulha e este arroz integral...

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INGREDIENTES

1 embalagem de arroz (= 400 gr)

5 chávenas de chá de água (ou 5 + um bocadinho)

sal q.b.

1/3 de cebola

1 dente de alho

azeite q.b.

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PREPARAÇÃO

Faço-o praticamente como faço o arroz comum de agulha.

Primeiro, levo um pequeno fio de azeite com a cebola e o alho picados ao lume. Junto-lhes o arroz e deixo-o alourar um pouco por dois a três minutos. Vou mexendo, com cuidado para não deixar queimar. Depois, acrescento a água e tempero com sal. Tapo a panela e deixo cozer, até ficar pronto, o que deve acontecer entre 10 a 15 minutos, mais ou menos. É uma questão de irem "deitando o olho". Quando estiver cozido, desligo o lume e deixo-o repousar um pouco. 

Simples e bom, tal como o arroz não integral. A diferença só está mesmo no preço, até porque um pacote destes custa cerca de 1,99 euros e traz metade da quantidade... Mas lá que deve ser mais saudável... Deve...

Já experimentei outras marcas e, sinceramente, não gostei. Mas este garanto que sabe bem e fica soltinho!

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15
Mar19

Batatinhas no forno (com pele) II

Bom Garfo

Existem várias formas de fazer batatinhas no forno (pré-fritas, pré-cozidas, apenas assadas) e aposto que todas deliciosas! Cá em casa, especialmente eu e os filhotes, amamos de paixão batatinhas no forno! Não nos controlamos! Pois, é uma vergonha mas é verdade! Por isso, faço menos vezes do que poderia fazer, para não cairmos em tentação!

Eu faço batatinhas no forno de três formas. Esta é pré-frita, à minha maneira, baseada na receita das batatinhas no forno da minha avó, mas com algumas alterações... As da minha avó, ficam para outra vez...

Estas, costumo fazê-las para acompanhar assados de carne, basicamente em datas especiais, porque acabam por ser um pouco demoradas e, sejamos verdadeiros, são fritas (evito fritos). Mas são deliciosas, lá isso são!

 

INGREDIENTES

batatinhas novas, das pequeninas, a gosto (uso uma quantidade suficiente para encher um pirex grande)

Cebolinhas pequeninas, umas 10 ou 12

sal q.b.

1 caldo knorr de galinha

1 cálice de vinho branco

azeite q.b.

óleo q.b.

orégãos e manjericão em especiaria q.b.

 

PREPARAÇÃO

Lavar muito bem as batatinhas mas deixá-las com a pele. Se elas tiverem algum pontinho ou defeito, com a faca, retirar. Parti-las ao meio ou em 3 (consoante o tamanho delas) e deixá-las de molho em água fria e sal, pelo menos 15 minutos.

Entretanto, deitar óleo na fritadeira e esperar que ele aqueça. Quando isso acontecer, escorrer muito bem a água das batatinhas e pô-las a fritar.

Pré-aqueça o forno.

Descasque as cebolinhas e reserve.

Unte o fundo de um pirex com azeite. Parta em pedacinhos muito pequeninos o caldo Knorr e distribua-o pelo recipente. Coloque as cebolinhas no pirex.

Quando as batatinhas estiverem semi-louras, retire-as da frigideira. Escorra-as bem do óleo e junte-as às cebolinhas no pirex, misturando-as. Regue com o vinho branco, polvilhe com o alho picado, os orégãos e o manjericão e leve ao forno até as batatinhas ficarem mais douradinhas e as cebolinhas assadas. A pele das batatinhas deve ficar bem crocante... 

28
Fev19

Salada de couve roxa

Bom Garfo

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Esta é a receita de uma salada muito simples e boa para variar da salada de alface e tomate mais vulgar. Tem umas cores maravilhosas (roxo, amarelo, laranja, vermelho e branco)! Os olhos também comem, na minha opinião. Tenho que admitir que aprecio o lado estético de tudo na vida (provavelmente defeito profissional ou então uma qualidade). Não no sentido de dar mais importância ao aspeto do que à essência/conteúdo. Nada disso! Digamos antes que no sentido de degustar com todos os sentidos o que se me aparenta belo, tanto pode ser o formato do trajecto de uma gota de chuva no vidro da janela, como o desenho que a nuvem forma no céu, como a cor da salada! Reparo nesses pequenos detalhes! E se comer numa mesa posta com beleza, com louça bonita, comida bonita, etc., melhor! E para isso não é preciso muito, basta querer, basta ter e fazer com gosto. Nem é preciso nada de extravagante, até pode ser bem simples, desde que seja apelativo aos meus olhos. E esta salada é bonita, não posso dizer o contrário...

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INGREDIENTES

Na verdade, desta vez, não sei se faz muito sentido colocar as quantidades, porque variam muito consoante o tamanho dos vegetais e de acordo com a quantidade necessária. No fundo, a ideia é o principal. Mas vou dar o exemplo do que levou a salada que aqui vos mostro e que está numa saladeira bem grande, que serve 6 a 8 pessoas...

Meia couve roxa (grandinha)

2 tomates grandinhos

1 cebola média

1 saco de cenoura ralada fresca

1 lata de milho média

azeite e sal q.b.

manjericão em especiaria q.b.

vinagre ou sumo de limão q.b. (atenção que a couve é ligeiramente amarga)

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PREPARAÇÃO

Vamos lá arregaçar as mangas... Comece por lavar bem a couve e escorrê-la o melhor possível. Com a ajuda de um processador, rale-a às ripas (parecido com a couve para o caldo verde). Caso não tenha processador, pois terá que o fazer com a faca... Coloque na saladeira em que vai servir.

Junte-lhe a cenoura ralada. Usei de compra porque foi mais prático mas pode ralar 2 a 3 cenouras se preferir. Por acaso, costumo ralar as próprias cenouras... Não sei o que me deu neste dia!

Adicione-lhe o milho, depois de previamente escorrido e lavado sob água corrente.

Acrescente-lhe a cebola cortada em finas meias luas. Tempere com o sal, o manjericão, o azeite e se desejar o vinagre ou o sumo de limão. Confesso que pus muito pouco vinagre porque provei e não me pareceu que valorizasse a salada, até porque a couve roxa já por si é um pouco amarga. Mas fica ao vosso critério. Além disso, não acho que seja uma salada para ficar demasiado molhada, pelo que também me controlei no azeite... Misture tudo.

Por fim, parti os tomates às rodelas e enfeitei a salada com elas. Polvilhei as rodelas de tomate com mais um pouco de manjericão, afinal tomate e manjericão é uma combinação excelente. E está feita!

Por último, fica a sugestão de poderem servir uma maionese numa tacinha à parte se desejarem. Optei por fazê-lo com uma maionese caseira. Ultimamente, faço cada vez mais a maionese em casa porque realmente é algo super rápido e estou farta de tantos químicos na comida de compra. Há aqueles a que não conseguimos quase fugir mas nos que se pode... E o facto de servir a maionese na tacinha, no meu caso, faz com que utilize menos do que se tivesse optado por untar toda a salada com ela. Digamos que é apenas um pormenor, uma "gracinha", basta uma colher de chá generosa em cima da porção de salada que colocamos no prato.

NOTA: Veja aqui a minha receita de maionese caseira

26
Fev19

Maionese caseira

Bom Garfo

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Bem sei que maionese não é algo que seja muito "fit", porém uma pessoa também tem direito aos seus pecadilhos gastronómicos de vez em quando! E, nos dias que correm - e especialmente nas cidades -, em que se temos uma família grandinha e não somos ricos, não nos restam muitas oportunidades para fugir à alimentação repleta de químicos, hormonas e sabe-se lá mais o quê... há que se pensar um pouco mais. Sim, porque não é por não comermos muitos alimentos processados que nos livramos desses venenos. Eles estão por todo o lado, até nos legumes, nas frutas de estufa, nas carnes expostas nos mostradores do talho mas que antes estavam embaladas em vácuo, nos peixes frescos da peixaria que são maioritariamente de aquacultura... Um arrepio! A alimentação biológica é bastante mais cara, uma pessoa vive na cidade e não tem horta... Enfim... Pelo menos, ao fazermos a maionese em casa, que é num piscar de olhos (só temos é um pouco mais de louça para lavar), sempre poupamos em compostos desnecessários e em mais uma série de químicos! A verdade é que a maionese de compra dura meses e esta no dia seguinte, mesmo no frigorífico, se estiver completamente destapada, está boa para ir para o lixo. Só isso já nos deve fazer pensar que existe uma grande diferença e que vale a pena lavar a parte debaixo da varinha mágica e um copo plástico a mais! Para não dizer que podemos criar as variedades que quisermos a partir da receita base...

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INGREDIENTES

1ovo + 1 gema de ovo

uma espremidela de limão

1 colher de chá de mostarda tipo Dijon

1 dente de alho super picadinho (ou uma boa pitada de alho em pó)

1 pitada de pimenta

sal q.b.

óleo q.b.

 

PREPARAÇÃO

Num copo alto de plástico, daqueles que acompanham as varinhas mágicas ou então num jarro medidor, coloque o ovo inteiro e a gema. Depois a espremidela de limão (não exagere para não ficar demasiado amarga, mas o limão ajuda a emulsionar), a colher de mostarda, o alho, a pimenta e o sal (uso do marinho, cá em casa não usamos sal refinado em nada). Utilize a varinha mágica e dê-lhe uma emulsão rápida. De seguida, comece a deitar óleo em fio, sempre a bater com a varinha mágica. Vai ver que a maionese vai começar a ganhar corpo, a passar de líquida a sólida. E quando chegar áquele ponto que lhe parece ter a consistência pretendida, pare de deitar óleo. aliás, a partir de certa altura, não é por continuar a deitar óleo que vai obter uma quantidade maior, porque a maionese pára mesmo de crescer! Apenas obteria uma maionese mais oleosa...

E já está! Foram no máximo 5 minutos a fazer tudo!

Quanto ao tempero, tem que ir experimentando para adaptar ao seu gosto. Por exemplo, não tenho a quantidade de gramas exactas do sal que a minha pitada leva, o mesmo é válido para a minha pitada de pimenta... nem sei quantos centímetros mede o meu alho... Pelo que após aquela primeira emulsão rápida, antes de adicionar o óleo, prove... Depois de fazer a maionese duas ou três vezes já deve ter percebido razoavelmente o tempero que vai mais ao encontro do seu paladar...

Posso ainda dizer que se quiser uma maionese de ervas, pode no fim acrescentar manjericão ou salsa ou coentros (em especiaria ou frescos) e envolver bem... Que se lhe apetecer uma maionese de alho é uma questão de adicionar uma quantidade maior de alho... Que se gostar de uma maionese picante é só juntar-lhe mais pimenta... Por aí fora...

Eu, por exemplo, gosto muito de maionese de ervas...

NOTA: Já vi receitas de maionese que apenas levam gema de ovo mas aprendi com um ovo inteiro e julgo que isso a torna mais fofa e que a faz crescer melhor.

22
Fev19

Feijão branco à inglesa

Bom Garfo

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Outro acompanhamento... Este, faço-o há muitos anos. Lembro-me que o vi numa revista de culinária e que me chamou a atenção por dizerem que era um acompanhamento "inglês"! Não sei se é verdade ou não, mas na tal revista dizia que os ingleses o utilizavam bastante para acompanhar carnes. E eu, que na altura era miúda, decidi que queria exeperimentar o mesmo que os ingleses! Vá-se lá saber porquê, nem tenho qualquer panca com eles! Ah, ah! Mas, ok, experimentei, gostei, achei prático, rápido, saboroso e entrou para o cardápio. Considero-o saudável, apesar de levar um pouco de natas. Afinal, ainda no outro dia, estava a assistir a um programa de cozinha cujo chef é muito cuidadoso com as gorduras e tal e ele próprio fez um prato que levava natas. E eu estava a olhar de lado para ele, a pensar o que lhe teria passado pela cabeça... quando parece que ele ouviu o meu pensamento e, prontamente, respondeu através da televisão: "Bem sei que leva natas, mas reparem que é um pacotinho por uma imensidão de comida, e se fizermos as contas, já imaginaram que cada pessoa quase não as vai comer?!". Bummmmm! Fez-se luz! É verdade! E o mesmo se passa aqui, porque eu faço a receita com bastante feijão, se fizerem numa dose muito mais pequena, pensem... E é super saboroso!

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INGREDIENTES

2 latas grandes de feijão branco (cerca de 1 kg)

4 bons dentes de alho 

1 pacote de natas (=200 ml)

um fio de azeite 

1/2 limão

sal e pimenta q.b.

um raminho de coentros frescos

 

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PREPARAÇÃO

Se usarem o feijão de lata, escorram muito bem o líquido de conservação, lavem em água corrente. Reservem.

Piquem os dentes de alho bem picadinhos e levem, juntamente com um fio de azeite, ao lume. Antes de alourarem, adicionem o feijão, envolvam bem. Temperem com sal e pimenta a gosto e deixem cozinhar por 3 minutos. Acrescentem as natas e misturem bem. Deixem cozinhar mais uns minutinhos (poucos), até os sabores estarem apuradinhos mas enquanto o feijão ainda estiver soltinho. Juntem o sumo de limão (não ponham muito para não amargar, uma espremidela é suficiente). Mexam bem e polvilhem com bastantes coentros frescos picados. Prontinho!

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21
Fev19

Batatinhas no forno (com pele) I

Bom Garfo

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No outro dia, esqueci-me de aqui colocar a receita das batatinhas no forno que fiz para acompanhar os lombinhos de bacalhau fresco com camarão e alho. Mas ainda vou a tempo, claro!

Existem imensas formas de fazer batatinhas no forno - com pele, sem pele, pré-fritas, pré-cozidas, simplesmente assadas - e esta é a da minha mãe!

Acho ótima, até porque é bem mais rápida, simples e saudável do que a que costumava fazer (que era como aprendi com a avó). Tanto é que só havia batatinhas no forno cá por casa em dias de festa, porque as que fazia antigamente, além de demoradas eram mais "engordativas" (pré-fritas) e por isso evitava-as!

Estas, até para fazer numa quantidade razoável (que é sempre o caso cá de casa, já que somos uma família grandinha), são práticas e ainda têm mais vantagens: podem ser feitas com batatas cozidas que tenham sobrado do dia anterior, por exemplo! Ficam o máximo!

E as vantagens não terminam por aqui... Como estas batatinhas são feitas com batatas pré-cozidas, se por exemplo, sobrarem do jantar, pode comê-las no almoço do dia seguinte, que elas parecem novas! Quando as batatinhas no forno são pré-fritas não consigo fazer isso, porque no dia seguinte ficam todas ressequidas e perdem todo o encanto.

Além disso, estas comem-se com muito menos "culpa"! Pelo que, comemos mais vezes... 

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INGREDIENTES

batatinhas novas, daquelas pequenas, a gosto

sal e pimenta preta moída na hora q.b.

2 dentes de alho

um molhinho de tomilho ou de alecrim ou ambos

azeite q.b.

* 1 cebola

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PREPARAÇÃO

Coza em água fervente com uma pitada de sal as batatinhas com pele, previamente lavadas e arranjadas. Coza-as inteiras. Quando estiverem cozidas (mas sem ser em demasia, convém que fiquem mais para o rijinho), retire do lume. Escorra-lhes a água e reserve-as. Deixe-as arrefecer. Pode fazê-lo de manhã, por exemplo, se estiver a pensar no jantar... Ou na noite anterior, se pensar num almoço. E como disse antes, até pode aproveitar as sobras de batatas cozidas... Sim, claro que pode fazer na hora mas se o fizer, convém que as deixe arrefecer, para não absorverem tanto o azeite... 

Batatas frias, cozidas com pele. Ok. Parta-as ao meio ou em 3 (consoante o tamanho delas). Reserve.

Num pirex de ir ao forno, coloque um fio de azeite (não precisa de ser muito), por forma a forrar-lhe o fundo. De seguida, verta as batatinhas para o pirex. Pique os dentinhos de alho e polvilhe com eles as batatinhas. Tempere com sal (não precisa de muito, já que as cozeu em água com sal) e pimenta preta moida na hora. Se quiser, adicione uma cebola descascadas e partida em meias luas (é facultativo, mas acho que dá um sabor muito bom). Tempere com mais um fio de azeite por cima e misture-as, cuidadosamente, com as mãos (limpas, claro está), para que fiquem envolvidas no azeite (que já disse, não é preciso muito) por igual. Polvilhe com pernadas de tomilho, ou alecrim, ou de ambos... E leve ao forno até dourarem! São muito saborosas e não levam muito azeite... Basicamente são umas batatinhas cozidas mais requintadas... Mas o sabor é bem melhor! 

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12
Fev19

Couve chinesa com cogumelos

Bom Garfo

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Já devem ter reparado que ando numa fase de receitas de "acompanhamento". Na verdade, os acompanhamentos são desvalorizados e não o deviam ser! Mudam completamente um prato. Sejamos realistas, não andamos todos os dias a fazer comidas muito complicadas ou com aspecto de restaurante! E isso nada tem de mal, muito pelo contrário. A simplicidade é, igualmente, boa. E até benéfica, em certos casos! Quem não gosta de algo mais elaborado num dia especial?! Pois é, se todos os dias fossem "especiais" era uma canseira e deixavamos de ter a noção dos dias que o são. Ok, então andamos a comer bifes, hamburgers, espetadas, pescada cozida na maior parte do tempo. E soa sempre ao mesmo. Confesso que me farto rapidamente da monotonia, de qualquer monotonia. Assim, tenho tentado variar nos acompanhamentos. É uma boa solução para dar logo outro "arzinho de graça" à nossa rotina, mas sem complicar muito! Aqui fica algo verde, saudável, rápido e delicioso... Couve chinesa com bróculos e cogumelos!  Serve para acompanhar carne ou peixe, para único acompanhamento ou para ajudar o arroz (por acaso o destas fotos é integral) a desempenhar esse papel. 

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INGREDIENTES

2 couves chinesas (daquelas que parecem mais "normais" e que são mais baratas)

1embalagem de cogumelos portobello frescos 

1 embalagem de cogumelos shitake frescos (se não houver, utilizem cogumelos brancos, o interessante é misturarem duas qualidades diferentes)

500 g de bróculos ou 1 saco de bróculos congelados

1cebola grande ou 2 pequenas

1a 2 dentes de alho (ou alho em pó)

1 fio de azeite

sumo de limão a gosto

pimenta q.b.

molho de soja q.b

 

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PREPARAÇÃO

Comece por lavar bem a couve, escorrê-la e cortá-la em pedaços médios (não demasiado pequenos, porque encolhe bastante depois de cozinhada). Leve-a  ao lume (brando) numa frigideira, com um fio de azeite e os dentes de alho picados (se tiver optado pelos frescos). Vá mexendo de vez em quando. Ela cozinha muito rápido, não precisa de ser cozida em água. É mesmo muito tenrinha!

Entretanto, arranje os cogumelos (lave-os muito bem, escorra-os e corte-os em pedaços médios). Reserve.

Dê um jeito à cebola, também. Descasque-a e corte-a em pedaços grandinhos, tipo gomos. Reserve.

Se usar bróculos frescos, convém que os semi-coza previamente. Neste caso, admito que prefiro usar os congelados, tornam-se mais práticos.

Voltando à frigideira, tempere a couve com umas pitadas de pimenta (não use sal, porque não é necessário) e adicione os bróculos e os cogumelos. Vá mexendo, envolvendo. Vai reparar que ganhou água. Quando os ingredientes estiverem quase cozinhados ao seu gosto (pessoalmente, gosto deles assim um pouco mais crocantes), escorra a água. Tempere com o sumo de limão e junte a cebola. A cebola está no ponto quando começar a querer ficar translúcida, mas antes de lá chegar. Não queremos cebola mole, apenas macia!

Veja se tem muito líquido, se tiver volte a escorrer. Queremos o preparado sequinho! E, por último, adicione, molho de soja (por isso não precisar de sal antes) e envolva bem. Mude para uma taça ou travessa de servir. Prontinho!

P. S. - Também podem fazer a couve apenas com os cogumelos...

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10
Fev19

Salada de feijão verde e ovo

Bom Garfo

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Nem sei se estamos perante uma receita digna de blog mas vale pela ideia. Na verdade, vivemos numa altura, em que somos bombardeados por comida saborosa mas pouco saudável e ao mesmo tempo também somos incentivados a não comê-la e a optar por uma alimentação mais cuidada, privilegiando legumes e fruta. Para muitas pessoas, especialmente as que vivem na cidade, isso nem sempre parece muito fácil de levar a cabo. Tanto porque vivem numa correria e preparar legumes pode (à primeira vista) dar trabalho - mais do que comer fast food ou comida congelada -, como por falta de imaginação (sempre salada de alface e tomate... sempre bróculos quando é peixe cozido). Portanto, aqui fica mais uma ideia e muito simples mesmo, como se pode facilmente constatar. E uma ideia saudável, nutritiva e boa para adultos e crianças. Tanto acompanha peixe como carne, mas com uma douradinha feita em papelote... hum!

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INGREDIENTES

Cerca de 1 Kg de feijão verde

4 ovos

sal q.b.

1 fio de azeite

1 colher de sopa mal cheia de manteiga

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PREPARAÇÃO

Arranje o feijão verde: corte-lhe as pontas de ambos os lados, retire o fio de ambos os lados, lave e corte de pedaços a seu gosto.

Leve a cozer em água abundante, temperada com sal a gosto.

Coza igualmente os ovos. Confesso que costumo cozê-los numa panelinha à parte e que quando a água destes começa a ferver, desligo o lume e deixo-os ficar com tampa posta por 10 minutos. Depois, então, escorro a água e descasco-os debaixo de água fria da torneira. Reservo.

Quando o feijão estiver cozido (eu gosto dele assim um pouquinho "al dente"), retire do lume. Escorra. Transfira para uma taça e tempere com o fio de azeite e a manteiga. 

De seguida, corte os ovos cozidos em quartos no sentido vertical (ao alto) e disponha por cima do feijão.

Já está!

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08
Fev19

Migas de couve com feijão frade

Bom Garfo

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Mais um acompanhamento saboroso, que combina com todas as estações do ano - até porque tanto pode ser servido quente como frio -, nutritivo, saudável e que adoro: couve portuguesa (ou galega) com feijão frade! Trata-se, na verdade, de uma espécie de migas, rápidas de fazer e que têm um sabor bem nacional. 

Estas couves acompanham maravilhosamente pratos de carne, como frango e porco. Ficam soberbas com umas espetadas ou com um entrecosto (como ilustro nas fotos). Contudo, também podem animar pratos de peixe, até uma insípida pescadinha cozida. 

Outro ponto a favor é dispensarem mais acompanhamentos de hidratos, como batatas ou arroz. Afinal, as couves com o feijão saciam bem o nosso apetite ... E depois das Festas, bem precisamos de compensar os excessos!  

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INGREDIENTES

2 sacos de couve portuguesa cortada para caldo verde (usei do Pingo Doce)

1 lata pequena de feijão frade (ou seco e previamente demolhado)

1 cebola pequena picada

1 dente de alho picado (ou alho em pó q.b.)

sumo de 1/2 limão

azeite q.b.

sal, pimenta e coentros frescos picados q.b.

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PREPARAÇÃO

Numa frigideira, com um fio de azeite, leve ao lume a couve cortada  como se fosse para fazer caldo verde (tipo em ripas). Já existem supermercados que oferecem este produto fresco em sacos, sendo muito útil para poupar tempo. Vá mexendo de vez em quando.

Entretanto, pique a cebola e reserve. 

Caso tenha optado pelo feijão frade de lata, lave-o muito bem, escorra-o e reserve. 

Quando a couve começar a mudar de cor, ou seja quando já for possível perceber que está a ficar cozinhada, junte o alho, tempere com sal e pimenta e volte a deixar cozinhar mais três minutos. De seguida, acrescente o feijão.

Se achar que está seca, pode acrescentar mais um pouco de azeite, mas não exagere para que também não fique demasiado molhada e gordurenta. 

Deite-lhe o sumo de limão, espremido na hora, e envolva bem. 

Quando estiver perto de estar cozinhada ao seu gosto, rectifique o tempero e adicione a cebola. Mexa carinhosamente, para que a cebola fique bem espalhada. A cebola não se quer cozinhada nem completamente crua, mas mais para o cru. Portanto, basta um ou dois minutos e está no ponto.

Termine com coentros frescos picados.

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05
Fev19

Salada de grão com legumes e caril

Bom Garfo

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Aqui está uma ideia para um acompanhamento saudável para um prato de carne, por exemplo para uns simples hamburgers grelhados ou para uns bifinhos de perú ou frango. Como o grão é muito nutritivo também dispensa perfeitamente mais acompanhamentos como arroz, batata... Esta salada, que pode servir morna ou completamente fria, e que também se adapta muito bem às diferentes estações do ano e até às mais diversas ocasiões (como um piquenique), é saborosa e tem um delicioso toque exótico por causa do caril.

Cá por casa, os miúdos gostam bastante e é uma boa forma de irmos variando os acompanhamentos e diversificando a alimentação.

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INGREDIENTES

2 latas grandes de grão (cerca de 1 kg)

1 cebola

1 pimento vermelho

2 dentes de alho picados (ou alho em pó)

1 tomate grandinho

1 lata de milho

coentros frescos picados q.b.

azeite, sal e pimenta q.b.

1 colher de chá de pimentão doce (especiaria)

2 colheres de chá de caril (ou a gosto)

uma espremidela de limão (a gosto)

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PREPARAÇÃO

Leve ao lume, numa frigideira, com um fio de azeite, o pimento cortado em tiras finas e pequenas/médias. Quando esse começar a amaciar, junte o alho e a cebola igualmente picados. Deixe alourar um pouco. Adicione o grão, previamente lavado e escorrido, e tempere com sal e pimenta. Deixe cozinhar por uns dois minutos. Tempere com o pimentão e o caril e envolva bem. 

De seguida, acrescente o milho (previamente lavado e escorrido) e o tomate partido em pequenos cubos. Não queremos o tomate demasiado cozinhado, pelo que não deixe cozinhar muito mais tempo.

Por último, a espremidela de limão (só tempero mesmo com uma pequena espremidela, para não ficar muito amargo, até porque levou caril). Quanto a temperos, acho mesmo que devemos temperar tudo ao nosso gosto, portanto... Nesse contexto, o mais importante é sugerirmos uma combinação boa, mas cada um tempera como preferir.

Mexa bem. 

Retire do lume e polvilhe com bastantes coentros frescos picados!

Sirva numa taça ou travessa. Esta é uma quantidade bastante razoável.

14
Abr18

Arroz de ervilhas e cenoura

Bom Garfo

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Este é o arroz de ervilhas e cenoura que a minha avó sempre fazia para acompanhar panados de pescada ou bifinhos panados de perú ou vaca. E eu adorava desde pequenina!

E cá em casa faço o mesmo arroz a acompanhar as mesmas coisas. E para finalizar, com uma simples salada de tomate e alface, sabe tão bem... É um arroz muito simples e cuja forma de fazer serve de base para outros pratos até...

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INGREDIENTES

3 chávenas de arroz agulha (gosto de utilizar Cigala)

2 cenouras grandes

250 gr de ervilhas

1 cebola

1 a 2 dentes de alho (depende do tamanho)

sal e azeite q.b.

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PREPARAÇÃO

Corte cubinhos de cenoura pequenos e todos iguais. Pique alho e cebola e leve a refogar juntamente com os cubinhos de cenoura por 1 ou 2 minutos num fio de azeite. Acrescente o arroz, mexa bem por forma a que o arroz fique todo molhadinho no azeite (mas atenção, não ponha demasiado azeite!). Deixe alourar alguns minutos (não precisa de alourar tanto como no arroz da receita anterior), depois acrescente 5,5 chávenas de água (deveriam ser 6 mas como as ervilhas congeladas também contêm água, esta quantidade é suficiente), tempere com sal e tape a panela. Deve ficar a cozinhar mais uns 10 minutos (não gosto muito de dar tempos, porue na verdade também diferem um pouco com a qualidade do arroz usado e até com a altura do lume que colocam, portanto, isto será de forma arredondada). Acrescente as ervilhas, mexa. Rectifique o tempero. Deixe cozinhar até ficar pronto, sem líquido e soltinho.

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12
Abr18

Arroz dourado

Bom Garfo

Este é o meu arroz preferido. Aprendi a fazê-lo com a minha avó. Cá em casa todos o adoram!

É simples e super saboroso.

Na verdade, é um arroz frito. Sabe quase a arroz de forno. É super soltinho, uma maravilha.

E este arroz também pode servir de base a outros arrozes, por exemplo se acrescentar cogumelos ou o que a sua imaginação ditar...

Aqui fica o arroz dourado da minha avó...

INGREDIENTES

3 chávenas de arroz agulha (costumo preferir o Cigala)

1 cebola média / grandinha

1 bom dente de alho

sal e azeite q.b

2,5 a 3 chávenas de água (depende se usaram muito azeite)

 

PREPARAÇÃO

Pique o alho e a cebola finamente, leve ao lume a começar a alourar 1 minuto com um fio de azeite. Acrescente o arroz (sem lavá-lo), mexa bem até ficar todo molhadinho pelo azeite. Mas, atenção: o azeite apenas deve ser utilizado numa quantidade que seja suficiente para envolver o arroz mas sem ficar com uma poça no fundo do tacho. Se achar que pôs azeite a mais depois corte um pouquinho na água (e o arroz poderá ficar mais oleoso)...

Continuando... Em lume brando, deixe o arroz ganhar uma tonalidade dourada, sempre com o cuidado de o ir mexendo para que a cebola e/ou o alho não se queimem. Quando o arroz alcançar essa cor, acrescente a água (de preferência bem quente) e tempere de sal. Vai borbulhar, mal deite a primeira chávena de água. Mexa. Tape e coloque o lume médio para o alto. Passados 5 minutos, reduza um pouco o lume.  Deixe cozinhar até o líquido se evaporar e ele estar cozido mas soltinho. No fim, depois do lume desligado, deixe repousar uns minutinhos.

 

26
Abr16

Creme de milho (para acompanhar carne)

Bom Garfo

Há muito tempo que tinha vontade de fazer creme de milho mas ainda não se tinha propiciado. Pois, propiciou! Tinha comprado uns peitos de frango para desfiar mas o senhor do talho cortou-os como para strogonof e renderam pouco. Cozinhei-os com pimentos, cebola, cenoura... Fiz arroz branco. Mas para dar mais graça ao prato e para ajudar a encher sem ser com tanto arroz, lembrei-me e lá fiz o tal creme de milho. Eu, o marido e o filhote gostámos mas as filhotas franziram o nariz... É simples, rápido e funciona como um puré mais cremoso de milho...

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INGREDIENTES

1 lata de milho

1 + 1/2 medida da lata em leite

1 medida da lata em natas

1 cebola média

1,5 colher de sopa de manteiga

3 colheres de sopa de farinha de trigo

1 colher de chá de manteiga

1 caldo Knorr de legumes

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PREPARAÇÃO

Levar ao liquidificador o milho e o leite. Reservar.

Dourar em 1,5 colher de sopa de manteiga a cebola picada e o caldo Knorr de legumes. Adicionar a farinha e mexer até quase estar para queimar. Depois, acrescentar o milho com o leite, mexer bem. Juntar as natas e continuar a mexer até obter um creminho incorpado. Por último, acrescente a colher de chá de manteiga e misture, para ficar mais brilhante.

Sirva como acompanhamento, preferencialmente para carnes.

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20
Mar15

Batatas gourmet na frigideira

Bom Garfo

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Se fizermos um peixe grelhado ou um simples bife de perú ou de frango podemos ter "desejos" de adicionar alguma "gulodice" ao prato. Foi o que me aconteceu. Assim, fui juntando ingredientes e o resultado foram umas batatas deliciosas que deixaram todos a salivar. Assim, aqui fica esta sugestão de acompanhamento que quase que poderia servir como prato principal!

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INGREDIENTES

1 kg de batatinhas pequeninas com pele

3 dentes de alho

70 gr de bacon às tirinhas

100 gr de queijo creme (usei Philadelfia)

1/2 pacote de natas

1 colher de sopa mal cheia de mostarda Dijon

6 fatias de queijo mozzarella

1 mão pequenina de azeitonas pretas partidas às rodelas finas

coentros frescos picados q.b.

azeite, sal e pimenta q.b.

orégãos e manjericão q.b.

sumo de 1/2 lima

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PREPARAÇÃO

Coza previamente as batatas em água e sal. Retire-as quando estiverem cozidas mas ainda para o rijo. Reserve. Numa frigideira com o fundo forrado a azeite, leve ao lume os alhos picados e o bacon. Quando este começar a ficar semi-crocante junte as batatas partidas em rodelas grossinhas. Envolva tudo muito bem. Acrescente a mostarda, o sumo de lima e a pimenta. Depois, adicione o queijo creme e deixe-o dissolver-se uniformemente pelo preparado. Tempere com os orégãos e o manjericão e junte as fatias de mozzarella partidas aos pedaços. Encorpore tudo. Quando o queijo começar a derreter e as batatas estiverem cada vez mais douradinhas junte as natas (para que o preparado não fique seco). mexa e retire do lume. Coloque numa tigela ou travessa de servir. Polvilhe com os coentros e as azeitonas. Sirva.

IMG_4643.JPGretire

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22
Ago14

Gratinado simples de batata

Bom Garfo

Um excelente acompanhamento. O aspecto é tão delicioso que os olhos começam logo a devorá-lo.

Um pouco calórico em demasia, é certo,  mas dias não são dias... Bom para uma refeição mais especial, por exemplo...

 

INGREDIENTES

5 batatas jeitosas

1 pacote de natas

500 ml de béchamel

* se não chegar, adicione meia chávena de leite

1 ovo

noz moscada e sal q.b.

orégãos e tomilho q.b.

200 gr de queijo mozarela ralado

óleo q.b para semi-fritar as batatas

Preparação

Pré-aqueça o forno.

Descasque e corte as batatas em rodelas bem finas. Leve-as a semi-fritar em óleo bem quente.

Escorra-as bem.

Depois, disponha-as por camadas num pirex de levar ao forno. Reserve.

À parte, bata as natas, o béchamel e o ovo. Tempere esse creme com sal, noz moscada, orégãos e tomilho.

Verta o creme por cima das batatas, por forma a que fiquem cobertas. Se julgar que não vai chegar, adicione um pouco de leite. Polvilhe com o queijo e leve ao forno até gratinar (ficar douradinho por cima). Hummmmm.....

29
Abr14

Arroz branco simples e solto

Bom Garfo

Existem imensos tipos diferentes de arroz e variadíssimas maneiras de confeccionar arroz. Curiosamente, para quem ainda anda a aprender a cozinhar ou para quem não se sente na cozinha como peixe dentro de água, o arroz simples (branco e solto) parece ser uma das coisas mais difíceis de conseguir. Pelo menos, para mim era! E ainda hoje, tenho pessoas conhecidas que cozinham muito bem e que afirmam fazerem um arroz soltinho mas não fazem:) Ou coze demais ou deixam-no cru para que tenha aquele ar solto!

Já encontrei variadíssimas receitas para arroz simples, mas opto pela da minha querida avó. Não falha! Parece é que estão a fazer arroz ao contrário, hehe!

 

INGREDIENTES para cerca de 4 PESSOAS

2 chávenas de chá de arroz agulha (uso sempre Cigala, já a minha avó o preferia)

3 chávenas de água

uma "mão cheia" (quer dizer, bastante, e não uma mão mesmo) de sal (não se assustem é mesmo assim, já vão perceber porquê)

PREPARAÇÃO

Num tacho, coloque o arroz (sem ser lavado!!!), a água e o sal. Prove a água, deve saber a salgada, quer dizer mais salgada do que gostaria que o seu arroz ficasse.  Mexa bem tudo com a mão ou com uma colher de pau. Leve ao lume, com tampa. De vez em quando mexa. Depois de o provar e lhe parecer cozido (é quando começa a querer agarrar ao tacho, normalmente; mas que tenha um aspecto minimamente solto, apesar de grunhento), retire do lume. Passe-o por um escoador com água fria a correr da torneira, lave-o, esfregando e tendo o cuidado de que a água entra em todo o arroz. Prove, ainda frio. Já não sabe a sal. Porque ao lavá-lo retirou-lhe aquele excesso de sal. Se não puser sal a mais no início, depois de o lavar ele ficará completamente insonso:)

Bem, escorra-o e aqueça quando for servir, por uns minutinhos poucos. Pode aquecer no micro-ondas se o transferir para um pirex de vidro, por exemplo, que lá caiba e que até fique bonito para levar à mesa... ou, num tacho, no lume do fogão. É rápido, não dá assim tanto trabalho, acreditem! E sai... super soltinho!

 

18
Fev14

Migas de broa e couve

Bom Garfo

Adoro migas! Um acompanhamento delicioso e bem português! De Norte a Sul de Portugal há imensas receitas. Pessoalmente, gosto desta. Posso ou não acrescentar-lhe feijão frade. Desta vez, fiz sem feijão. Só mesmo com broa de milho e couve galega. É tão "yammy" para acompanhar carne de porco. Com entrecosto (ou costeletinhas para os nortenhos) é soberbo. Eu fiz mesmo com umas simples costeletas, e o prato ganhou outra alegria:)

 

INGREDIENTES

1 broa de milho

couve galega cortada como para caldo verde (+ ou - a mesma proporção que a broa esmigalhada)

3 a 4 dentes de alho

azeite q.b

sal q.b ou caldo knorr de legumes

pão ralado ou farinha de mandioca q.b

 

PREPARAÇÃO

Tire a côdea à broa. Corte em fatias. Pique-as na picadora. Reserve. Corte a couve galega como se fosse para caldo verde (aos fiozinhos). Reserve.

Leve uma frigideira ao lume forrada com azeite e com os dentes de alho picados. Deixe alourar. Tempere com o sal ou o caldo knorr. Junte a broa. Envolva tudo muito bem e deixe cozinhar por alguns (poucos) minutos. Por fim, adicione a couve. Mexa tudo muito bem. Rectifique o tempero se necessário. Deixe cozinhar por mais alguns minutinhos. E as migas estão prontas! Podem ser comidas quentes ou frias. Eu prefiro mais arrefecidas. E gosto de polvilhar com um pouco de pão ralado ou farinha de mandioca, dá-lhe uma consistência mais crocante.

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